Mesmo com um jogador a mais por 52 minutos, Atlético é derrotado pelo Fortaleza

Foto: Caio Rocha/ FramePhoto/ Estadão Conteúdo

Por 52 minutos, o Atlético teve vantagem numérica em campo. Porém, contra uma equipe muito bem montada por Rogério Ceni, o Galo não conseguiu ser tão agressivo como nas últimas rodadas e, mesmo com 69% de posse de bola, foi derrotado pelo Leão do Pici.

O Fortaleza venceu o Atlético nesta quarta, 07, por 2 a 1, no Castelão. O Galo somou a 4ª derrota no campeonato, todas como visitante. Os gols do Fortaleza foram marcados por David e Yuri César. Já o tento atleticano saiu dos pés de Eduardo Sasha.

Mesmo com a derrota, a equipe alvinegra segue na liderança, 3 pontos à frente do vice-líder Flamengo. Já o Fortaleza, com a vitória, alcançou a 8ª posição, com 20 pontos.

A atuação atleticana foi ruim. Sem contar com Júnior Alonso, Savarino, Alan Franco e Nathan, peças fundamentais para a equipe, Sampaoli ousou e mudou bastante a equipe. Em diversos momentos foi visto que a falta de entrosamento refletiu em erros. O 1º gol é um exemplo claro disso.

O principal ponto negativo da partida foi a organização do meio-campo. Jair, um dos destaques do Atlético, e Allan não foram bem e comprometeram a saída de bola atleticana. Sem Nathan e Franco, o Galo não teve repertório.

Mariano foi mal na 1ª etapa. Marquinhos perdeu um gol feito e nada fez na ponta direita no 2º tempo, evidenciando o porquê de Jorge Sampaoli ter preterido estes dois atletas nos últimos jogos.

Os únicos que tiveram desempenho elogiável na partida atleticana foram Keno, Arana, por terem tentado várias jogadas, e Eduardo Sasha, que dominou uma bola difícil e marcou o único gol atleticano.

O jogo

O primeiro terço da partida não teve grandes acontecimentos. É possível dizer que foi um início ruim, bem morno, com a posse de bola atleticana. Isto aconteceu pelas escalações improváveis dos treinadores.

Jorge Sampaoli optou por mexer na sua defesa. Mariano, Bueno e Fábio Santos entraram como titulares. Mesmo com a presença de Fábio, Arana seguiu em campo. No Fortaleza, Rogério não colocou Osvaldo e Wellington Paulista na escalação inicial. O treinador optou por Tinga na meia direita, Ronald na esquerda, tendo papéis mais defensivos. Romarinho e David foram os únicos atacantes escalados.

Até os 35 minutos, as equipes haviam chutado três vezes. O Fortaleza até tentou, no minuto 2, com um cruzamento perigoso, mas Éverson tirou. Aos 22, Hyoran puxou contra-ataque e viu Eduardo Sasha aberto na direita e Keno na esquerda. O camisa 20 não tocou em nenhum dos companheiros e arriscou. A bola passou próxima da meta de Felipe Alves.

Na única vacilada da defesa atleticana na 1ª etapa, o Fortaleza castigou. Aos 36, Allan tentou recuar de cabeça para os zagueiros. Réver e Fábio Santos se confundiram, “bateram cabeça” e Tinga roubou a bola. Bueno chegou para dar combate no camisa 2 da equipe cearense e abriu espaço para David. O ex-cruzeirense recebeu de Tinga e bateu com a perna esquerda. A bola bateu na trave e, caprichosamente, entrou.

Como de costume, o Atlético não se abateu. 2 minutos após levar o gol, Guilherme Arana sofreu uma falta dura de Felipe, volante que havia tomado cartão amarelo aos 32. O árbitro não teve dúvida e expulsou o atleta, deixando o Galo com um jogador a mais.

O líder animou e chegou com tudo. Em bom cruzamento de Mariano, Hyoran raspou de cabeça, Sasha dominou e bateu logo em seguida. Uma bela finalização. O gol de empate atleticano. 1 a 1 no placar.

No intervalo, Sampaoli desfez a sua escolha por Fábio Santos como um zagueiro pela esquerda e colocou Marquinhos, ponta da base que não atuava desde a derrota para o Santos, em 10 de setembro.

Como era de se imaginar, o Galo começou a 2ª etapa em cima do Fortaleza. A equipe de Rogério Ceni colocou Osvaldo, ponta velocista, para tentar aproveitar os contra-ataques, se fechou e esperou a equipe atleticana.

Logo aos 5 minutos do 2º tempo, Keno fez boa jogada individual e bateu forte. Felipe Alves fez uma excelente defesa, evitando o gol do artilheiro atleticano na temporada.

2 minutos depois, Hyoran aproveitou uma bola rebatida pela zaga do Fortaleza e bateu mascado. A bola encontrou Marquinhos, que havia fechado na 2ª trave. A cria da base atleticana esticou a perna, mas errou a direção do gol e perdeu uma ótima oportunidade.

Mesmo com o domínio da posse de bola pelo lado atleticano, quem marcou foi o Fortaleza. Só que o gol da equipe cearense estava impedido e foi anulado pelo VAR. Yuri César recebeu da esquerda, teve liberdade e bateu de fora da área, no canto direito de Éverson. O atleta estava ligeiramente adiantado e o gol foi bem invalidado.

O restante do 2º tempo teve a presença do Galo no campo de ataque, com muitas trocas de passes e pouca penetração na área. O Fortaleza estava marcando com 7 jogadores dentro da sua área e impossibilitava qualquer ação ofensiva do Atlético. E com a marcação encaixada, o time cearense conseguiu o gol da vitória.

Em falta na direita do campo, aos 39, Juninho cruzou e Guga cortou de cabeça. No rebote, Osvaldo jogou a bola na área novamente e encontrou Bruno Melo, em posição legal. O atleta, que havia entrado na 2ª etapa, testou firme no contrapé de Éverson. Um cabeceio firme castigou o líder do campeonato.

O placar foi justo. O Galo, mesmo com um jogador a mais, não conseguiu ser aquele time sufocante que abriu uma boa vantagem no Brasileirão. Obviamente não é terra arrasada, até mesmo pela vantagem na liderança, mas sim uma partida abaixo do esperado.

Os desfalques fizeram falta, as mexidas de Sampaoli não tiveram êxito e o Atlético foi derrotado. Não era a noite atleticana. Era noite de Rogério Ceni e seus comandados, que buscaram 3 pontos de forma heroica.

A equipe do Atlético volta a campo no próximo sábado, 10, às 21 horas, contra o Goiás, no Mineirão.

Números da partida
Fortaleza Atlético-MG
31% Posse de bola 69%
7 Finalizações 15
3 Finalizações no gol 4
1 Escanteios 8
1 Impedimentos 2
9 Faltas 19
2 Grandes chances 2
0 Grandes chances perdidas 2
263 Passes 577
199(76%)Passes certos 512(89%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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