Há exatos 7 anos, Jô marcava incríveis 3 gols em 17 minutos pelo Atlético

Foto: Rodrigo Clemente / Estado de Minas

Um dos maiores pedidos da torcida atleticana para o elenco atual é um centroavante matador. Uma referência que balance as redes do adversário sempre. Um camisa 9 nato. E, coincidentemente, neste sábado, 12, completa 7 anos de um feito raro de um centroavante histórico do Galo.

João Alves de Assis Silva, ou somente Jô, é um dos grandes atacantes da história do Atlético e participou efetivamente da maior conquista. Artilheiro da Libertadores de 2013, Jô é sempre lembrado com muito carinho pela torcida. E, há exatos 7 anos, Jô fez um hat-trick pelo Atlético em apenas 17 minutos.

Atualmente o atleta está com 33 anos e joga pelo Corinthians. Nem chegou a ser especulada a sua volta ao Galo por causa perfil das contratações – o Atlético buscou jogadores mais novos neste ano – e pela decaída técnica do veterano Jô. 

O atacante atuou no Atlético entre 2012 e 2015 e jogou 127 vezes. Destas partidas, Jô saiu vitorioso em 63 oportunidades, empatou 36 jogos e só foi derrotado 28 vezes. O jogador levantou a taça da Libertadores,Recopa, Copa do Brasil e do Mineiro, este último campeonato por duas vezes, em 2013 e 2015.

Jô fez diversos gols, marcou a torcida com a parceria em campo e nas comemorações com o gênio Ronaldinho. Mas no dia 12/09/2013, Jô fez algo que parecia ser impossível. O atleta balançou as redes dos adversários por 3 vezes em uma intervalo de 19 minutos.

Em uma quinta-feira, Jô entrou em campo inspirado. Era uma partida contra o Coritiba, no Independência. O Galo havia vencido a Libertadores 2 meses antes e estava se preparando para o Mundial do final do ano. 

O Atlético entrou em campo com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver, Júnior César; Pierre, Josué, Ronaldinho; Luan, Jô, Fernandinho. O treinador era Cuca. O Coritiba contava com Lincoln, cria da base atleticana, e Vinicius Goes, que seria contratado 6 anos depois, em 2019.

Durante a partida, só deu Jô. O atacante recebeu duas bolas de Fernandinho e uma de Marcos Rocha. Fez 3 gols. O 1º aconteceu aos 22 minutos, o 2º aos 25 e o 3º gol, para coroar a grande exibição, ocorreu aos 39. Em um intervalo de 17 minutos, Jô conseguiu decidir o jogo para o Galo, que venceu a partida por 3 a 0.

Os 3 gols de Jô na vitória contra o Coritiba

A torcida o exaltou muito quando foi substituído, aos 69, e deu lugar a Alecsandro. Jô estava bem desgastado, pois havia jogado pela Seleção Brasileira na terça-feira e entrou em campo pelo Atlético – e deu esse show – apenas 48 horas depois de jogar em Boston, nos Estados Unidos. 

O jogador fez duas partidas pela Seleção, nos dias 7 e 10, contra Austrália e Portugal, e marcou 3 gols com a amarelinha. No dia 12, ele entrou em campo com o Atlético e fez mais 3. Foram 6 gols, em 3 jogos disputados no intervalo de 6 dias, além da longa viagem de volta ao Brasil.

Jô conseguiu este feito incrível por causa da sua qualidade na finalização, determinação e vontade de estar presente no jogo. 3 gols em 17 minutos é apenas para quem domina a área. Há exatos 7 anos, Jô conquistava ainda mais o carinho do torcedor atleticano, que não diminuiu este afeto pelo centroavante, mesmo com ele atuando no Corinthians. 

Um hat-trick não é feito por qualquer um e nem em qualquer dia. Pelo Brasileirão de pontos corridos (2003-2020), apenas 5 vezes um jogador atleticano conseguiu marcar 3 gols em uma partida. Foram 4 centroavantes e um gênio, como é possível observar na lista abaixo.

  • 24/10/2010 – Cruzeiro 3 x 4 Atlético – 3 gols de Obina
  • 06/10/2012 – Atlético 6 x 0 Figueirense – 3 gols de Ronaldinho Gaúcho
  • 12/09/2013 – Atlético 3 x 0 Coritiba – 3 gols de Jô
  • 23/11/2013 – Atlético 4 x 1 Goiás – 3 gols de Diego Tardelli
  • 29/07/2015 – Atlético 3 x 1 São Paulo – 3 gols de Lucas Pratto

Alguns jogadores do Atlético, como Ricardo Oliveira, Fred e até mesmo o zagueiro Réver, conseguiram marcar um hat-trick com a camisa alvinegra nos últimos anos, porém em outras competições. No Brasileirão, o objetivo do Galo no ano, apenas os 5 jogadores conseguiram esta façanha.

Em meio a baixa precisão nas finalizações e gols perdidos, o atleticano pede um matador. Obviamente, Jô não é uma opção. Ele é apenas uma inspiração.

Eduardo Sasha chegou bem, joga centralizado, mas sai muito da área, ou seja, jogaria junto com uma referência. Os pontas são excelentes jogadores, porém necessitam de treinar mais o fundamento do chute.

A esperança de todo atleticano é que o espírito finalizador e matador de Jô de 2013 baixe sobre os atacantes no restante do Brasileirão. Um hat-trick marcado por um atacante do Galo no jogo deste domingo, 13, seria uma bela coincidência de datas e um ótimo momento para ganhar confiança.

Jô estará sempre na história. O artilheiro. O membro do elenco libertador. Os atacantes de hoje, com certeza, lutam para também entrar na história do Clube Atlético Mineiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários