Sem inspiração, Atlético joga mal e perde para o Botafogo por 2 a 1

Foto: Pedro Souza / Agência Galo / Atlético

Faltou criação. Faltou inspiração. Atlético atuou mal em partida contra o Botafogo nesta noite de quarta-feira, 19, no Estádio Nilton Santos e perdeu para o time carioca pelo placar de 2 a 1. Os gols botafoguenses foram marcados por Luiz Fernando, aos 26 do 1º tempo, e por Bruno Nazário, aos 43 do 2º tempo. O Atlético diminuiu aos 50 minutos da segunda etapa, com Igor Rabello, mas era tarde demais.

O Botafogo entrou com uma proposta clara e conseguiu realizar a sua estratégia com perfeição. O time carioca acertou apenas 133 passes no jogo, mas conseguiu escapar nas costas da linha alta defensiva do Atlético e teve boas oportunidades. Além dos dois tentos marcados, o time da estrela solitária teve um gol anulado e uma excelente chance no final do 1º tempo.

Pelo lado do Galo, houve bastante domínio da bola, como pede o treinador Jorge Sampaoli. Mas mesmo com os 76% de posse de bola, a equipe mineira pecou com a má utilização deste domínio. O time acertou 530 passes, tentou por diversas vezes rodar a bola e encontrar espaços, mas a defesa do Botafogo estava muito bem postada. O Atlético finalizou 31 vezes, 3 destas na trave, acertou o gol somente em 9 tentativas e encontrou Gatito em uma noite inspirada.

O Atlético perdeu a liderança e está em 2º colocado, empatado com o líder Internacional, adversário do próximo sábado. O time mineiro foi derrotado pela 1ª vez com Jorge Sampaoli no comando, perdeu os 100% de aproveitamento no Brasileirão e acabou com uma sequência de 5 jogos com vitórias.

Um primeiro tempo totalmente unilateral do Atlético. Uma primeira parte reativa e efetiva do Botafogo. Com 15 finalizações, o Atlético teve o domínio de todas as ações ofensivas do jogo somente pelo lado esquerdo. O problema atleticano estava no momento que perdia a bola. Com uma transição defensiva lenta, o Galo sofreu com os contra-ataques botafoguenses.

Aos 26 minutos, o centroavante Matheus Babi recebeu a bola no círculo central. A dupla de zaga atleticana, erroneamente, saiu para dar combate. O jovem atacante lançou Luis Henrique. O jogador acelerou, com a marcação frouxa de Guga, trouxe para dentro e bateu. O goleiro Rafael até tentou defender, porém a bola passou por ele e sobrou para Luiz Fernando, que abriu o placar para o time carioca. 1 a 0 para o Botafogo.

O Atlético praticamente jogou só pelo lado esquerdo no 1º tempo, com triangulações de Keno, Arana e Hyoran. O ponta-esquerda atleticano teve boas ações, porém não conseguiu criar uma chance clara. As melhores oportunidades do Galo foram em lances de escanteio cobradas por Hyoran. Alonso acertou o travessão e Marquinhos fez o goleiro Gatito fazer boa defesa, com a bola ainda batendo novamente no travessão.

No segundo tempo, o treinador Jorge Sampaoli tentou mudar o esquema tático ao substituir Franco e colocar Savarino, ponta de origem que atuou mais centralizado. O time não melhorou a criação e sofreu com a pressão de estar em desvantagem no marcador. Em uma boa jogada pela esquerda de Bruno Silva, jovem atacante que substituiu Marrony, Savarino concluiu de voleio e a bola foi no travessão.

Botafogo aproveitou do mesmo problema defensivo apresentado pelo Atlético no 1º tempo, a recomposição lenta, e em dois contra-ataques, marcou gols. Aos 37 minutos, Bruno Nazário marcou, mas com auxílio do VAR, o juiz viu toque de mão de Matheus Babi. Gol invalidado. 6 minutos após o gol anulado, o Fogão chegou novamente em um contra-ataque. Babi recebeu de Bruno Nazário e cruzou para Caio Alexandre aumentar para o time carioca.

Nos acréscimos, aos 50, Jair tocou para Igor Rabello, ex-zagueiro do Botafogo, chutar forte contra a meta do seu ex-time e diminuir o placar. Mas era tarde demais. Botafogo venceu o Atlético por 2 a 1.

Uma atuação sem brilho de um Atlético que sente a falta de Nathan e carece por um meio-campista criador. Keno teve muito a bola, mas errou muito na decisão e perdeu boas oportunidades. Allan, volante que dá ritmo ao time atleticano, também não estava bem.

Mesmo com amplo domínio e alto número de finalizações, os comandados de Jorge Sampaoli não estiveram em uma noite produtiva no Rio de Janeiro.

O treinador argentino, com certeza, irá cobrar bastante dos seus atletas uma melhor exibição no confronto direto do próximo sábado, às 19 horas, contra o Internacional, no Estádio Beira-Rio.

Números da partida
Botafogo Atlético-MG
26% Posse de bola 74%
10 Finalizações 31
5 Finalizações no gol 9
7 Escanteios 16
1 Impedimentos 2
9 Faltas 10
3 Grandes chances 3
1 Grandes chances perdidas 2
0 Finalizações na trave 3
209 Passes 608
132(63%) Passes certos 530(87%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Marcos

A franga já tomou a primeira sabugada na cloaca nervosa, rsrsrs.

Murilo Andrade Marçal

Normal, nada de diferente, afinal são 50 anos de empolgação e sempre tom ano butão.

Wagner Bastos

San Paoli não percebe que Hiorran não é la essas coisas. Ele sim, Hiorran, deveria ter sido substituído logo no final do primeiro tempo.

Matheus de Castro

Trecho retirado do texto: “O Atlético finalizou 31 vezes, 3 destas na trave, acertou o gol somente em 9 tentativas e encontrou Gatito em uma noite inspirada.”

e o título para: “…sem inspiração” kk

Ex-Piloto de teste do 14 Bis

Sampáoli prefere tango do que Bruno e Marrony

Ex-Piloto de teste do 14 Bis

Com Bruno e Marrony o galo não pede música no Fantástico.

Ex-Piloto de teste do 14 Bis

Bruno e Marrony cantam tango pra Sampaoli:
“Adiós muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mi hoy emprender la retirada
Debo alejarme de mi buena muchachada.”

Gerson Ferraz

Pelo amor de Deus jogou mal? 31 finalizações 73 por cento de posse bola, pecou sim na finalização mas dizer que jogou mal beira a burrice.

Gerson Ferraz

Matéria tendenciosa e mal redigida, quem escreveu entende porra nenhuma de futebol, fato!

Boris Christoff

Concordo plenamente com vc. Basta ver as estatísticas do jogo.

Vinícius Resende Bueno

Sendo assim, os times do Diniz jogam bem sempre.

João Santiago

Jogar mal com 31 finalizações, + de 70% de posse de bola? eu ou você não entende nada de futebol

Vítor

Cara que escreveu a matéria viu o jogo?
O que faltou foi caprichar nas finalizações. Se aproveitasse 20% das chances, tinha ganho de 6.