Sem títulos e com boletos, não custa nada o atleticano colocar as barbas de molho

Sede do Atlético

João Victor Marques/ EM DA Press

Tudo indica que os números financeiros que o Clube Atlético Mineiro apresentará serão feios. Preocupantes.

Não que a situação já não preocupasse antes, mas a dívida só aumenta. De acordo com o jornalista Rodrigo Capelo, que se tornou uma referência na análise de balanços financeiros de clubes Brasil afora, a dívida total do Atlético deu mais um salto.

Imagine a cena: você está em um espetáculo e o equilibrista só aumenta o número de pratos. Ele vai tentando. Mexe daqui e mexe de lá. Vai tentando equilibrar os pratos. Os obstáculos só fazem a situação piorar e o equilibrista continua lá, já não tão firme e nem tão forte. Ele percebe que um prato está escapando de seu domínio e, na tentativa de manter o controle, acaba provocando um verdadeiro dominó. Cai um prato, cai um outro. Um esbarra em outro e ambos vão ao chão. Não sobra um mísero pratinho intacto para contar a história. Claro que o espetáculo não vai te agradar.

Sérgio Sette Câmara assumiu o Atlético com o discurso e a necessidade de melhorar a saúde financeira, mas também com a exigência de melhorar o time e de buscar títulos. Claro que a sombra de Alexandre Kalil é também um gigante prato a ser equilibrado.

Os resultados financeiros, a necessidade de ainda construir um time vencedor, as dívidas na FIFA, a ausência de um mísero título, as escolhas equivocadas no departamento de futebol, as eliminações da temporada e ainda uma pandemia! É muito prato, mas não era também para deixar todos no chão. Caíram todos. Estão todos em pedaços e os cacos podem fazer sangrar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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