Na crise, FIFA usará seu fundo de bilhões. E a CBF?

Divulgação CBF

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Matéria do New York Times nesta terça-feira revela que a Fifa usará boa parte de suas reservas financeiras para socorrer o universo do futebol em meio à crise causada pela pandemia do coronavírus.

O último balanço mostra que há US$ 2,74 bilhões nos cofres da entidade que controla o futebol mundial, e não há momento mais propício que o atual para que estes recursos sejam usados para evitar um colapso do sistema.

Autoridades do futebol mundial têm deixado diferenças políticas de lado para trabalhar em soluções coletivas não apenas para as dificuldades financeiras, mas também nos desafios a serem impostos pelo calendário e na necessidade de usar a imagem do esporte para conscientizar as populações sobre medidas preventivas contra a covid-19.

Como lembra André Kfouri em sua coluna n’O Globo, a CBF tem sido passiva nas questões sociais, ao contrário da vizinha AFA, na Argentina. E nas questões financeiras, ainda não deu nenhum sinal de que estenderá a mão a clubes e jogadores em necessidades.

Longe do mundo maravilhoso do futebol de elite, onde jogadores faturam milhões e podem sobreviver a um período sem receita, há uma imensa maioria de atletas que vivem de salários mínimos e clubes que podem fechar as portas de uma hora para outras.

Duas semanas atrás, a CBF se gabava em seu site: receita de R$ 957 milhões em 2019, um incremento de 43,3% em relação ao ano anterior. Deste valor, afirma a entidade, foram R$ 215 milhões empregados no custeio das seleções, e R$ 320 milhões “investidos na realização de competições e no fomento do futebol em todos os Estados brasileiros”.

Não precisa ser um gênio da matemática para notar que há margem para ajudar quem precisa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.