Encerrar Estaduais pode ser única alternativa viável

Marcos Vieira/EM D.A Press

Marcos Vieira/EM D.A Press

O surreal calendário do futebol brasileiro, sem equivalente em nenhum país com futebol de alto nível, gera situações peculiares. Alguns times só “existem” durante o período dos campeonatos estaduais, ficando sem atividade no restante do ano.

Por isso, estes clubes fazem todo o planejamento pensando na competição regional. Isso inclui os contratos dos jogadores, que costumam durar apenas até o fim do torneio.

Com a paralisação do futebol no Brasil em função da pandemia do coronavírus, fica impossível dizer em que momento a bola voltará a rolar. E se todos os clubes serão afetados em alguma escala, estes que montam times “sazonais” ficam em meio a um indesejável cenário de imprevisibilidade.

Os contratos estão terminando, e não há recursos para manter os atletas por mais tempo. Como estariam estes elencos caso o futebol reiniciasse, por exemplo, em julho?

O simples encerramento das competições precisa, portanto, ser considerado.

Num mundo ideal, toda a existência dos Estaduais para 2021 seria repensada para dar espaço à conclusão do Campeonato Brasileiro em sua fórmula original, em todas as suas divisões.

Infelizmente, como se sabe do peso político das federações dentro da CBF, dificilmente este cenário acontecerá.

Pensando nisso, caso não seja possível concluir os Estaduais este ano, será preciso também pensar em adaptações para que não haja prejuízo esportivo nas lutas por acesso e descenso.

A realização de fases preliminares poderia ser uma ideia de consenso para minimizar os impactos que, de um jeito ou de outro, existirão. As normas previstas no Estatuto do Torcedor são, em tese, uma restrição a isso. Mas tempos de exceção exigem medidas de exceção.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Tags:
Categorias:
Futebol Nacional

Comentários