Meu Galo de todos os tempos

Divulgação/Atlético

Já me aventurei inúmeras vezes a tentar fazer um Galo de todos os tempos e, certamente, fui injusto em todas elas. Hoje, no dia da comemoração dos 112 anos do Clube Atlético Mineiro, trabalhando de casa, obviamente vou ficar tentando reparar injustiças fazendo e refazendo minhas listas, pesquisando mais sobre a rica história atleticana e buscando entender o que significa a união do preto e do branco para uma gigante coletividade.

Qual foi o ponto máximo da paixão atleticana? Foi na aflição daquele Atlético x São Paulo, que antecedeu ao jogo contra o Botafogo em 71, ou na defesa do pênalti batido por Riascos? Talvez no jogo contra o Olimpia? Talvez.

Desde aquela quarta-feira, 25 de março de 1908, o atleticano sempre teve o seu caráter aperfeiçoado pela luta, pela busca, pela dúvida, pela vontade, pela dor e pelo amor. Aqueles jovens que se reuniram no Parque Municipal não tinham a menor ideia do que se tornaria o clube que haviam acabado de fundar.

A história do Atlético, como a de qualquer clube grande, também registra manchas e fracassos. Eu estava lá no dia da maior mancha. Trabalhei como comentarista da Rádio Globo Minas no dia do rebaixamento. Sim, é verdade que era muito claro que o time lutava acima de suas forças e que cairia mais cedo ou mais tarde, mas caiu e foi diante do seu torcedor. A reação que se viu foi de união, de apoio apaixonado e choroso.

E nada foi fácil de lá para cá. Nada é fácil hoje. O Atlético tem uma imensa e impagável dívida com seu torcedor. Mesmo na recente sequência gloriosa era para o time disputar para vencer mais um Brasileiro e não conseguiu.

E qual é o meu Galo de todos os tempos? Talvez seja Victor, Nelinho, Léo Silva, Luizinho e Oldair; Zé do Monte, Cerezo e Ronaldinho; Dadá, Reinaldo e Éder. Mas o que fazer com João Leite, Kafunga, Taffarel, Mexicano, Cincunegui, Osmar Guarnelli, Paulo Roberto, Vantuir, Getúlio, Gilberto Silva, Elzo, Paulo Isidoro, Everton, Marcelo, Sérgio Araújo, Marques, Said, Jairo, Mário de Castro, Tardelli, Ubaldo e tantos outros mais ou menos conhecidos e não menos vencedores? E antes que me perguntem, Reinaldo é o maior jogador da história do Galo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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