E como vai ficar o calendário do futebol?

Divulgação/Caxias

Divulgação/Caxias

Sem jogos e sem datas. É claro que o esporte dá um sabor diferente ao nosso dia, mas é muito mais claro ainda que os jogos precisavam mesmo parar. Coronavírus já mostrou que não está brincando. Um dia voltarão e não temos ideia de quando.

É certo que quando o futebol voltar vai sobrar jogo e faltar data. As competições obedecem aos calendários e, por incrível que pareça, ainda não inventaram um ano com 14 ou 15 meses. Melhor nem dar ideia.

Wayne Rooney, ídolo do Machester United, Everton, seleção da Inglaterra e atualmente jogador do Derby County parou para pensar sobre o tema e se permitiu imaginar que os outros anos também serão afetados e apenas em 2022 as coisas poderiam voltar ao normal.

Por que 2022? A Copa do Catar, diferentemente de outras edições, será disputada em dezembro e as competições teriam que se acertar em meio ao caos do calendário usando a Copa como limite.

Acho a ideia razoável, mas demandaria boa vontade de todas as entidades que regem o futebol. A FIFA, UEFA, a Conmebol e todas as outras confederações teriam que entender que não vai ser possível manter todas as competições no mesmo formato. O tal novo Mundial de Clubes teria que ser rererererepensado e cancelado. As diversas eliminatórias mundo afora seriam reduzidas e por aí vai.

O que não consigo concordar é com o cancelamento de tudo o que foi jogado. Inclusive o patinho feio de sempre, os estaduais. Como ignorar que o Caxias é finalista do Gaúcho? E a única campanha invicta no Paulista, que é do Novorizontino? Não dá para fazer de conta que a Premier League 19/20 não existiu, não dá para fechar os olhos para as disputas intensas de Bundesliga, La Liga e Serie A, por exemplo. Sem falar nas disputas contra rebaixamento e por acesso. Na minha opinião, a prioridade é esticar o calendário para concretizar as competições que já começaram. Nem citei a Libertadores, que poderia não terminar em dezembro.

É certo que os estaduais são os que mais vão flertar com a injustiça. Para facilitar a adequação de calendário, serão eles os escolhidos para maior abreviação de datas e até aí tudo bem. Só não concordo com o encerramento e ponto final, mas também não consigo achar soluções assim tão justas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários