CBF lavou as mãos na pandemia – por Raphael Prates

Divulgação CBF

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A poderosa CBF revelou uma faceta individualista na pandemia que assombra o mundo. Falou por ela e deixou as federações decidirem o que fazer com os estaduais. Terceirizou na base do “cada um com seus problemas”.

Problemas que dizem respeito a uma entidade que comanda o futebol brasileiro e tem grande influência sobre clubes que padecem de gestões profissionais e não conseguem ou não querem se organizar.

A CBF foi rápida e eficiente para pensar nela. Como quase sempre. O secretário-geral Walter Feldman corroborou com o pensamento de que mesmo que você tenha uma boa equipe, se o chefe quiser atrapalhar, atrapalha. Fala como se nada tivesse a ver com uma das mais poderosas confederações do planeta.

É uma bola de neve. A alegação das federações de não parar com alguns campeonatos se deve pelo drama dos pequenos de não ter orçamento nem condições de pagar contratos para quem não joga. O que faz a CBF? Problema das federações também. Do tipo “que se vire” porque esses campeonatos não me pertencem.

Quem conseguiu se virar, se virou. Quem não conseguiu, desmanchou times e depois tentará ver o que é possível fazer se os jogos voltarem.

E a CBF viu tudo de camarote.

  • Raphael Prates assina a coluna durante as férias de Mário Marra

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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