Brasileirão: mudar formato ou invadir 2021?

Brasileirão / Twitter

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Parece óbvio que a volta do futebol no Brasil, quando acontecer, exigirá um de dois cenários: ou se mexe no formato das competições, ou se estica a temporada até 2021. O fim dos estaduais já será um desafio por si só, com muitos contratos de jogadores em times menores terminando nas próximas semanas.

A principal dúvida, porém, diz respeito ao Campeonato Brasileiro. Já existe uma corrente que defende uma edição excepcionalmente mais curta, em turno único e talvez com play-offs para definir o campeão.

Mudar a fórmula de disputa do Brasileirão, porém, é um erro. Os contratos de televisão já estão assinados para 38 rodadas, e não seria fácil convencer as empresas a receber menos jogos do que pagaram para ter.

Obviamente, os clubes terão de fazer algum sacrifício. Mas seria mais racional que estes cortes sejam feitos nas datas dos Estaduais de 2021, das quais os times com divisão nacional poderiam nem participar, ou mesmo entrar diretamente nas etapas finais.

Um compromisso justo seria definir as vagas na Libertadores de 2021 pelo primeiro turno do Brasileirão de 2020, e dar tempo para que ele terminasse no início do ano que vem.

Muitos defendem uma transição definitiva para o formato “europeu” de calendário, mas não parece ser algo indispensável e nem mesmo no melhor momento, com a Copa do Mundo de 2022 se realizando no fim do ano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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daniel pimenta vieira

O importante é que o galão da massa liderado pelo mestre Sampaoli será campeão!!

Paulo de Tarso Ramos

Daniel Pimenta, o torcedor do patético mineiro é surreal. O time vai completar 50 anos sem ganhar o Campeonato Brasileiro, mas os torcedores ainda acham que serão campeões. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não é à toa que é o clube mais zoado do mundo.

Celso Daniel

Paulinha, sua louca. Rumo à divisão C, sua biba!!

J.Page

Pateticano acredita em papai noel e saci. Cai na real, acha mesmo que o unico GIGANTE de Minas vai ficar nessa? Dna de serie b é o mineiro que tem. Tentam cruzeirar mas nunca serão! Não é rivalidade, é disparidade! 1 misero brasileiro a 50 anos! Kkkkkkk kkkkkkk MANEZAO

Paulo de Tarso Ramos

Celso Daniel, além de patético, é sem educação. Nem sabe para que time eu torço e tenta me menosprezar. É o único caminho para torcedores do time mais zoado do mundo.

Zico

Alinhamento com o calendário europeu. Dessa forma ameniza quase tudo aqui.

André Brasil S. Figueiredo

Pra encerrar esse ano, disputa as rodadas finais e os mata matas dos estaduais nas datas FIFA. Brasileiro passa a ser disputado em calendário europeu, assim como Libertadores e Sulamericana também esticadas até maio/junho 2021.
Obrigação das Federações socorrer os pequenos.
A partir de 21/22:
1) estaduais nas datas FIFA, com disputa, entre essas datas, de seletivas estaduais pra acesso à 4 divisão nacional e disputa das fases preliminares da Copa do Brasil, também regionalizadas, que poderiam também valer títulos, como Copa Minas Gerais, Copa RS, Copa DF, etc. Assim preenchendo o calendário dos times menores;
2) Libertadores com 24 equipes, campeão e vice das ligas nacionais, além de 3 e 4 colocados de Argentina e Brasil. 4 grupos de 6, jogos de ida e volta, passam os dois primeiros pra quartas, semi e finais;
3) Sulamericana com 24 equipes, 3 de Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia, 2 dos demais países. Fórmula idêntica à Libertadores. Jogos da Liberta às terças e quartas, e da Sulamericana às quintas (tal qual Europa);
4) Copa do Brasil em jogos únicos, sem vantagem de empate, com mando sorteado. A partir das oitavas jogo único em campo neutro utilizando os “elefantes brancos” construídos para a Copa de 2014;
Algumas ponderações:
1) é notório que o interesse pelos jogos entre seleções é muito menor que os jogos envolvendo os clubes, mesmo que sejam os estaduais;
2) a preocupação não deve passar apenas pela organização do calendário. O nível técnico também deve ser cobrado. Assim, a Conmebol tem que preocupar com os critérios de acesso às suas competições;
3) outra discussão passa também por algumas modificações também na regra do jogo (claro que sei que estou sendo utópico). Mas não dá mais pra conviver com a “cera” no futebol e a falta de mudanças táticas durante os jogos. A primeira pode ser combatida com o cronômetro parado, como no futsal, por exemplo, talvez passando cada tempo pra 35 minutos. Com relação às variações táticas, óbvio que são de principal responsabilidade dos treinadores, porém vejo o aumento no número de substituições, até mesmo a não limitação das mesmas como o uma possibilidade de avanço nesse aspecto, até porque esse número ilimitado de substituições, além de dar mais dinamismo, minimizaria os efeitos dos excessos de jogos nos atletas;