Brasil terá nova chance de reformar calendário. Spoiler: não o fará

Divulgação CBF

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O adiamento da Euro 2020 e da Copa América servirá para dar um respiro às ligas nacionais e internacionais que precisarão recuperar os jogos adiados pela pandemia do novo coronavírus.

No Brasil, é claro, não adianta de nada. De qualquer forma já haveria jogos durante o período da Copa América, o que causaria um claro impacto na competição nacional, tirando jogadores de seus clubes por mais de meio turno.

Sem margem, não será simples reorganizar o calendário para recuperar as partidas. Se quisermos cumprir com todos os jogos atrasados, será necessário invadir 2021.

E se for necessário rever o calendário para o ano que vem, por que não fazê-lo de uma forma mais racional, inclusive respeitando o calendário das seleções? A participação dos clubes com divisão nacional nos estaduais teria de ser limitada ou até evitada, claro.

Spoiler: não acontecerá.

Nesta terça-feira, Uefa, ligas e clubes se colocaram de acordo sobre os impactos que haverá em junho e julho de 2021 com a realização da Euro. Duas rodadas das eliminatórias europeias da Copa de 2022, as finais da Nations League e a fase final da Euro sub-21 terão de ser realocadas.

Os clubes assumiram o compromisso de liberar seus atletas nas novas datas, o que significa que seus respectivos calendários se adaptarão de acordo.

Um grau de compreensão que as autoridades do futebol brasileiro estão distantes de alcançar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.