Cruzeiro quer o fim antes do meio – por Raphael Prates

Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press

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Adilson Batista saiu do Cruzeiro em decisão que foi adiada mas esperada. O técnico se tornou apenas parte de um problema de um clube que procura resultados para ontem sem nem ter noção do que será hoje.

O Cruzeiro colocou-se na situação de querer o gol sem ter a bola. Tudo para ontem. A dupla de zaga estreou na nona rodada do Mineiro, Adilson mudava o time constantemente entre jogadores que chegavam, jogadores que saíam ou jogadores que estavam para chegar. Tudo muito confuso e problemático.

Dentro do caos, o Cruzeiro não pode esquecer que o futebol é feito de processos e, por mais que as vitórias apareçam, é preciso entender porque venceu, empatou ou perdeu. E isso vai muito além de uma segunda-feira tranquila depois de uma vitória no domingo.

Com ou sem Conselho Gestor, com ou sem presidente, com ou sem técnico, o objetivo do ano é definido e muito claro: ficar entre os quatro melhores da Série B do Campeonato Brasileiro. Estadual ou Copa do Brasil são bônus.

Subir parece difícil porque o Cruzeiro insiste em jogar contra si. Com o mínimo de organização, mesmo começando quase do zero de novo, o clube tem boa chance de acesso. A Série B é muito competitiva mas já foi mais difícil. O problema está exatamente nesse mínimo de organização.

  • Raphael Prates assina a coluna durante as férias de Mário Marra

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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