No Galo, promessa de responsabilidade tem de ser cobrada

Reprodução Twitter

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O presidente Sérgio Sette Câmara fez questão de usar o termo “com responsabilidade” ao anunciar a contratação de Alexandre Mattos para gerir o futebol do clube. Ele sabe que há muitas dúvidas em relação à capacidade de honrar as apostas ousadas que o Galo faz em 2020 – e uma das razões para estas dúvidas é a falta de transparência sobre o modelo.

O torcedor sensato, que entende que toda ação tem uma consequência, tem de manter a voz ativa na cobrança por esta transparência. A existência de investidores pressupõe que eles terão algum retorno, tangível ou não. Qual será a contrapartida? Este dinheiro retornará em forma de mais dinheiro, em poder político, em influência nas decisões?

Até agora, Sette Câmara tem se esquivado destas respostas, e precisa oferecê-las o quanto antes. Anos eleitorais em clubes de futebol nem sempre combinam com opções responsáveis.

A contratação de Mattos em si mostra um esforço para atender às demandas de Jorge Sampaoli por um elenco capaz de competir na parte alta da tabela. O dirigente tem histórico positivo na montagem de elencos, com bons resultados – e conhece bem o que é o trabalho em um clube onde há poderes paralelos entre diretoria e investidores.

A quem se importa com o clube, caberá o papel de não flexibilizar a cobrança de responsabilidade de acordo com os resultados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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