Adílson Batista foi o brinquedo da vez – por Raphael Prates

Gladyston Rodrigues/EM D.A Press

Gladyston Rodrigues/EM D.A Press

Imagine chegar ao serviço e os companheiros comentarem que você está demitido mas você não foi avisado ainda? Imagine em uma empresa com um grupo de cinco ou seis pessoas no comando, três delas informarem que você está demitido mas você não foi avisado ainda? Ou que eu quero que você saia mas alguns não querem e aquilo é divulgado por mim para medir a temperatura do meu desejo? Tudo isso informado a muitos, menos você.

O Cruzeiro viveu situação semelhante e o “você” da vez foi Adilson Batista. Mas poderia ser Guto, Lisca, Zé Ricardo, Valentim, Dudamel, Sampaoli, Levir.

Quem avalia o trabalho e assina por um clube gigante tem qual conhecimento? Age baseado na opinião pública, redes sociais ou convicção? E sim, a mídia (me incluo) tem grande parcela de responsabilidade. E sim, a atuação contra o CRB foi terrível.

O que houve no dia seguinte à derrota no Mineirão retrata tanto o Cruzeiro quanto o Adilson de hoje.

Um técnico abnegado e engajado pelo clube em reconstrução mas com dificuldades e problemas (seus também) impensados. E um dos clube mais importantes, influentes e gloriosos do país que foi dominado por dirigentes que vão brincando até acertar um quebra-cabeça de tantas paixões.

Adilson segue. Até a próxima bola não entrar ou alguma peça do tabuleiro se mexer.

  • Raphael Prates assina a coluna durante as férias de Mário Marra

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Tags:
Categorias:
Futebol Nacional

Comentários