Getafe acerta ao não viajar a Milão. E agora, Uefa?

Getafe / Twitter

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Imagine pedir a um time de futebol que viajasse a Wuhan, na China, nas primeiras semanas do surto do novo coronavírus. Seria loucura, certo?

Por que, então, o Getafe deveria ir a Milão, sabendo que a Lombardia é a zona mais afetada da Europa? O presidente do clube espanhol, Ángel Torres, foi corajoso ao anunciar que seu time não irá à Itália para enfrentar a Inter na quinta-feira, independentemente do que decida a Uefa.

A entidade que controla o futebol europeu tem tentado levar os jogos adiante com normalidade – mas que normalidade há quando cinco partidas das oitavas-de-final da Champions League são disputadas sem público?

Mesmo com a notícia de que o dono do Olympiacos, Evangelos Marinakis, está com o coronavírus, a Uefa negou um pedido do Wolverhampton de adiar a partida marcada para quinta-feira na Grécia.

Enquanto isso, os ingleses adiaram Manchester City x Arsenal como precaução, pelo fato de jogadores do clube londrino terem tido contato com Marinakis há treze dias.

Eliminar o Getafe por agir com bom senso seria um escândalo, mas não surpreenderia diante da falta de sensibilidade demonstrada pelas autoridades do futebol europeu. A partida já deveria ter sido cancelada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.