O que vale o clássico?

Bruno Haddad/Cruzeiro

Bruno Haddad/Cruzeiro

Não faltaram esforços para minar o clássico, desde as ameaças de realizar o jogo com torcida única até tentativas de proibir provocações que não saem do âmbito esportivo. Mas ele teima em sobreviver e despertar expectativas, mesmo em uma fase sombria dos rivais.

Quem tem mais a ganhar e a perder?

Apesar de viver um estado de renovado otimismo pela contratação de Jorge Sampaoli, o Atlético não pode se permitir mais um revés em campo após as humilhações nos mata-matas em fevereiro.

Além disso, a tabela impõe necessidade de vencer para não ver a classificação às semifinais ameaçada, um cenário que parece surreal diante do cenário de favoritismo criado no início do ano – não por méritos próprios, mas pela situação do Cruzeiro.

O que fará o torcedor lotar o estádio? Além do fator Sampaoli, o primeiro encontro com o rival após o rebaixamento certamente motiva. Mas ele pouco contará quando a bola rolar.

Do outro lado, o Cruzeiro escapou de ter o mesmo destino na Copa do Brasil ao vencer nos pênaltis o Boa, mas continua dando uma imagem preocupante em campo, nivelando-se em desempenho a adversários menos qualificados. A tabela do Mineiro também preocupa – é um confronto direto, afinal.

O trabalho de Adílson Batista não é fácil. O elenco vai sendo montado no meio do caminho, a adaptação dos reforços e dos jovens é uma incógnita. Isso não impede, porém, que suas decisões e seu trabalho de campo sejam colocados sob escrutínio.

O primeiro teste com um time da Série A poderá dar um parâmetro melhor sobre onde o Cruzeiro se coloca neste momento em relação ao principal objetivo da temporada, que é retornar à elite.

Em resumo, o clássico vale, no mínimo, alguns dias de paz e serenidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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