O que vale o clássico?

Bruno Haddad/Cruzeiro

Bruno Haddad/Cruzeiro

Não faltaram esforços para minar o clássico, desde as ameaças de realizar o jogo com torcida única até tentativas de proibir provocações que não saem do âmbito esportivo. Mas ele teima em sobreviver e despertar expectativas, mesmo em uma fase sombria dos rivais.

Quem tem mais a ganhar e a perder?

Apesar de viver um estado de renovado otimismo pela contratação de Jorge Sampaoli, o Atlético não pode se permitir mais um revés em campo após as humilhações nos mata-matas em fevereiro.

Além disso, a tabela impõe necessidade de vencer para não ver a classificação às semifinais ameaçada, um cenário que parece surreal diante do cenário de favoritismo criado no início do ano – não por méritos próprios, mas pela situação do Cruzeiro.

O que fará o torcedor lotar o estádio? Além do fator Sampaoli, o primeiro encontro com o rival após o rebaixamento certamente motiva. Mas ele pouco contará quando a bola rolar.

Do outro lado, o Cruzeiro escapou de ter o mesmo destino na Copa do Brasil ao vencer nos pênaltis o Boa, mas continua dando uma imagem preocupante em campo, nivelando-se em desempenho a adversários menos qualificados. A tabela do Mineiro também preocupa – é um confronto direto, afinal.

O trabalho de Adílson Batista não é fácil. O elenco vai sendo montado no meio do caminho, a adaptação dos reforços e dos jovens é uma incógnita. Isso não impede, porém, que suas decisões e seu trabalho de campo sejam colocados sob escrutínio.

O primeiro teste com um time da Série A poderá dar um parâmetro melhor sobre onde o Cruzeiro se coloca neste momento em relação ao principal objetivo da temporada, que é retornar à elite.

Em resumo, o clássico vale, no mínimo, alguns dias de paz e serenidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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Daniel Alves Guimara

Eh Bertozzi,não tem jeito né?Sempre tendencioso,não existe discussão,o único e exclusivo objetivo é voltar a Série A,de onde nunca deveria ter saído,jogo de sábado,não representa nada para o Cruzeiro,a não ser experiência e ajustes,o problema é do atlético,aliás,no ano que eles deveriam representar Minas devido a situação que colocaram o Cruzeiro,nós estamos vendo que não pode esperar nada dele.

Fabricio Tadeu

Cara assino embaixo.

Daniel Alves Guimara

Querem de todo jeito repassar uma responsabilidade ao Cruzeiro que não existe,torcedores disfarçados de jornalistas.

Ricardo

Vale o título do Torneio Corujão? Ops!
No Corujão há emoção…