Um Galo que corre atrás do rabo

Bruno Cantini/ Atlético

Bruno Cantini/ Atlético

A lista de rejeições ao cargo de treinador do Atlético parece só perder para a lista de treinadores demitidos nos últimos anos pelo mesmo clube. Sendo assim, é claro que uma nova investida em um outro nome também estará fadada ao insucesso e assim, como uma bola de neve, o Galo vai tentando se equilibrar no seu looping eterno.

É bem verdade que o desempenho do time em campo era bem inferior ao esperado. É bem verdade também que é possível justificar toda e qualquer demissão, mas o clube campeão em demissões já não sabe o que é erguer uma taça há um bom tempo e para contratar um novo treinador terá que apostar em mais um “mais do mesmo”, já que os treinadores especiais já sabem que no Atlético não é possível tocar qualquer tipo de projeto.

Já com o ano comprometido esportivamente e financeiramente, o Clube Atlético Mineiro vai novamente apagar os seus incêndios internos. Um novo diretor vai chegar e um novo treinador trará uma nova comissão técnica. Tudo como sempre é feito. Muito parecido com aquelas cenas de cachorros tentando morder o próprio rabo. O pobrezinho vai girando e pulando para abocanhar o rabo, mas o rabo, por óbvias razões, escapa na mesma velocidade que é buscado.

Será mesmo que é preciso ser assim ano após ano? Será que as distâncias não estão só aumentando e o Galo só ficando para trás? Será possível desenhar bem desenhado um planejamento e, enfim, cumprir? Relembrando Caetano Veloso, será que a minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais quantos anos?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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