Supercopa é boa ideia, mas terá de melhorar como evento

André Borges - CBF

André Borges - CBF

A renascida Supercopa do Brasil teve um desfecho que não chega a surpreender.

Era normal que o Flamengo, com a base multicampeã de 2019, se impusesse sobre um Athletico Paranaense em reconstrução, bem diferente daquele que conquistou a Copa do Brasil, e ainda com mudança no comando.

Não precisava aguardar o jogo de hoje para saber que o time de Jorge Jesus, com diversas alternativas táticas com os mesmos nomes em campo e uma vasta opção de bons reservas, parte como favorito em todas as competições nacionais da temporada.

O evento, porém, mostrou ter muita margem de melhora para as próximas edições.

Primeiramente, algo que está sendo vendido como um “SuperBowl à brasileira”, com eventos de mídia ao longo da semana, show musical e envelopamento de imagem, não deveria ter lugares vazios.

Os preços deveriam ser mais convidativos para que o estádio enchesse, especialmente por se tratar de uma competição que ainda não criou uma tradição no calendário. Ou seja, nem todo torcedor tem consciência do possível apelo do troféu.

O horário da partida também deveria ser revisto. Em início de temporada, parece evidente que uma partida às 11h da manhã em Brasília não permite que os jogadores entreguem o máximo de suas capacidades físicas.

A colocação no calendário também poderia ser diferente. É estranho que à “abertura oficial da temporada” se siga uma série de jogos desinteressantes dos estaduais. Se fosse disputada na semana anterior ao início do Brasileirão, a Supercopa teria times mais preparados e ficaria com mais cara de “agora vai começar de verdade”.

Não será o SuperBowl, mas pode ser mais atrativo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.