Classificação do Galo não pode encobrir os muitos erros

Bruno Cantini/Atlético

Bruno Cantini/Atlético

O Atlético foi até Campina Grande e jogou mal. Bem mal. Volta para Belo Horizonte com a classificação para a próxima fase e com quase nada mais. A atuação foi constrangedora.

A volta de Nathan ao time e a lucidez que ele oferece ao time podem ajudar muito e talvez esteja aí a única coisa proveitosa vista em campo. Dudamel tem tirado suas conclusões e já alterou de novo a dupla de zaga, a formação com volantes e os pontas. Nada parece convencer muito.

O time concedeu 23 finalizações ao adversário. Foram 23! Tudo bem que quem precisava vencer era o time dono da casa, mas não dá para aceitar qualquer tipo de justificativa sem críticas.

Se o time não funcionou defensivamente, de novo o ataque passou em branco e não acertou uma única finalização no gol.

Nem mesmo as tentativas de evolução com a bola no chão ficaram preservadas. Sim, é possível entender que a falta de confiança acaba forçando os jogadores a tomarem decisões diferentes das combinadas anteriormente. É possível também que as ideias não estejam sendo assimiladas pelos atletas.

O tempo é curto para todos. Dudamel está se acostumando com a função de treinador de clube, os jogadores se ambientam com novos colegas e até mesmo métodos de treinamentos exigem tempo. Tudo isso é verdade e é compreensível, mas não dá também para falar que está tudo saindo como o esperado. O desempenho está aquém do esperado.

Tardelli pode ajudar e Savarino também deverá acrescentar. Entretanto, é importante que o time jogue mais bola para que os novos contratados não cheguem com o peso da responsabilidade imediata de salvar o time.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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