Galo tem dever de casa dentro e fora de campo

Atlético / Twitter

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É repetitivo, mas necessário dizer: o começo dos jogos de verdade na temporada expõe fraquezas que os estaduais escondem. O Atlético bateu de frente com duras realidades na Argentina, e a derrota por 3 a 0 coloca sob forte ameaça uma das poucas esperanças de disputar um título importante na temporada.

A partir do desastre que se viu em campo, todos saem com respostas a dar. A começar pela direção, cujo planejamento deixou o time a pé no aspecto ofensivo. Sem criatividade, sem poder de decisão, o ataque do Galo é uma alegria para a defesa adversária.

Permitir que Cazares fique sem jogar porque tinha a possibilidade de saída é uma medida difícil de compreender. Recebe salário, tem contrato até o final do ano, não há motivos para que não esteja em campo.

Também chama a atenção a incapacidade de buscar uma alternativa a Di Santo ou Ricardo Oliveira: quem tem os dois, não tem nenhum.

Assim, enquanto Rui Costa e sua equipe não resolvem este grande problema, seria melhor que Dudamel buscasse uma outra alternativa, jogar sem centroavante, embora o “9 de ofício” fosse uma marca de seu trabalho na Venezuela.

Falando em Dudamel, o técnico venezuelano também tem lições a tirar. Se uma de suas missões ao ser contratado era o rejuvenescimento do time, a saída de Réver se faz necessária. Melhor dar uma sequência a Igor Rabello e Gabriel juntos. O prata da casa não teve sua melhor noite em Santa Fé, mas poderia se beneficiar da troca.

Não adianta se iludir e acreditar que o Atlético terá um ano de protagonista. Mas papelões como o da quinta-feira também não se justificam. Há muito trabalho pela frente, e ele precisa ser feito dando crédito ao técnico escolhido e peças para que ele possa trabalhar.

Ninguém pode dizer que ele não avisou, desde os primeiros dias, que as opções de ataque eram insuficientes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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