Copa do Brasil deveria rever formato para favorecer surpresas

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No mundo inteiro, as copas nacionais são vistas como a oportunidade de times menores causarem surpresas contra os mais poderosos. O caráter imprevisível do jogo de futebol se acentua quando tudo está em jogo por apenas 90 minutos, enquanto os campeonatos acabam por naturalmente premiar quem tem mais recursos técnicos.

Na noite de quarta-feira, o River-PI surpreendeu ao eliminar o Bahia, time de Série A, classificado para a Copa Sul-Americana. Poderíamos ter mais situações semelhantes se não fosse por um regulamento tão favorável aos mais fortes.

Para superar a primeira fase, o time de pior ranking só tem a opção de vencer. O melhor ranqueado precisa apenas do empate. Foi o que bastou ao Botafogo contra o Caxias, numa partida de arbitragem muito contestada.

Vantagem do empate em copa não faz sentido.

A Copa do Brasil poderia seguir o exemplo da Copa do Rei da Espanha, que era criticada pela previsibilidade até ser reformulada para a temporada 2019/20. A competição agora é disputada em jogos únicos até as quartas-de-final, com a equipe de divisão inferior atuando em casa.

O Mirandés, da segunda divisão, chegou às semifinais batendo três times da elite – Celta, Sevilla e Villarreal.

Na Copa do Brasil, onze times entram diretamente nas oitavas-de-final, diminuindo consideravelmente a chance de uma zebra. Um funil que começa com 80 equipes na primeira fase dá apenas cinco vagas nesta etapa.

A justificativa é o calendário apertado – o que se resolveria facilmente com uma reformulação radical dos campeonatos estaduais.

Senta e espera.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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