Treinador do Cruzeiro faz questão de se expor e pede ajuda

Bruno Haddad/Cruzeiro

Bruno Haddad/Cruzeiro

Os vídeos duram em média 15 segundos. Todos carregam sinais de cansaço de quem parece ter entendido bem o momento histórico do clube e tem treinado bastante. O recado é curto, direto e simples. É um pedido de ajuda.

Adilson Batista esteve presente em alguns dos bons momentos recentes do Cruzeiro, mas também esteve nos piores dias. A história fria pode até mostrar o nome dele envolvido no rebaixamento, mas uma olhada mais atenta vai permitir que qualquer pessoa veja que foram apenas três jogos sob o seu comando.

Hoje, trabalhando com um grupo totalmente diferente, Adilson tem, por iniciativa pessoal, gravado vídeos pedindo que cruzeirenses de diversas partes do Brasil e até de fora participem do que tem sido chamado de reconstrução do clube.

Falei com o treinador do Cruzeiro. Adilson disse que partiu dele a ideia e citou o alemão Jürgen Klopp como exemplo: “estou fazendo para ajudar o clube, por minha iniciativa. Lembrei do livro do Klopp, ele ligando para o torcedor do Borussia.” Qual outro treinador faria isso? Quem mais estaria disposto a vincular a sua imagem a um pedido de ajuda para o clube?

A conversa não demorou tanto tempo assim, mas o entusiamo do treinador foi marcante. Adilson disse que Dirceu Lopes e Palhinha, ídolos históricos do clube, procuraram os jogadores do atual elenco e falaram sobre ética e respeito ao Cruzeiro.

Outro ponto que o treinador fez questão de destacar é que após o jogo contra o Tupynambás o Cruzeiro deixou o vestiário limpo. O torcedor pode ficar com a pulga atrás da orelha e até mesmo Adilson pode não entender tudo o que virá pela frente, mas não vai adiantar muito ficar parado. O exemplo de mobilização e de entrega o treinador tem dado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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