O gol de Vinícius Jr. e a estranha impaciência que o cerca

Real Madrid / Twitter

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Vinícius Júnior precisava de um gol como o que marcou nesta quarta-feira, na goleada de 4 a 0 do Real Madrid sobre o Zaragoza pela Copa do Rei. O jovem brasileiro tabelou com James Rodríguez e concluiu com sutileza e categoria para marcar pela primeira vez em 2020. Na avaliação do diário AS, Vinícius foi o melhor da noite.

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A necessidade de Vinícius trabalhar melhor na definição das jogadas é evidente para quem conhece seu jogo – e provavelmente ele será o primeiro a reconhecê-la. Salvo talentos que aparecem de década em década, jogadores de 19 anos são assim: imperfeitos, em construção, cientes de que a evolução vem com o treinamento e a experiência.

Nas redes sociais brasileiras, porém, muitos já o tratam como se sua história no Real Madrid caminhasse para o fracasso. Como se o surpreendente não fosse o fato de ele ter queimado etapas e sido um dos nomes mais importantes da equipe na última temporada antes de se lesionar no jogo da Champions League contra o Ajax.

Clubismo, impaciência, preconceito? O apelido “Negueba” é usado para associá-lo a uma revelação do Flamengo que não vingou. Por que tanto incômodo? O retorno de Zinedine Zidane ofereceu mais desafios a Vinícius, mas ele não parece alguém que vá se intimidar com eles.

O processo de maturação de um jovem é difícil de prever. Pegue o exemplo do norueguês Martin Odegaard, contratado aos 16 anos. Hoje, aos 21, está na Real Sociedad e se apresenta como um dos destaques do campeonato. Certamente voltará a Madri para ocupar um papel importante no elenco.

Muitos apressados trataram Odegaard como uma promessa perdida, um “foguete molhado”.

Imagino se era assim também em seu país.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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