As virtudes e dúvidas que Guilherme Arana traz

Miguel Medina/AFP

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Se o nome falado ontem foi o do venezuelano Savarino, o de Guilherme Arana parece ter virado mesmo questão de tempo para ser dado como reforço.

Arana surgiu com muita qualidade no Corinthians. Respeitando uma linha de marcação e sendo muitas vezes decisivo nos momentos de apoio ao ataque. Jovem, rápido e dedicado, mas jogou muito pouco nos últimos anos.

Desde que saiu do Corinthians, onde foi titular absoluto, Guilherme Arana começou a conhecer um pouco melhor o banco de reservas. O processo de adaptação, que é natural e indicado, praticamente não foi oferecido a ele.

Arana chegou ao Sevilla no meio da temporada europeia e esteve em campo por 192 minutos em quase cinco meses de trabalho. Na temporada 18/19, Arana jogou mais vezes – o que mostra que ele deixou uma boa impressão inicial. Ele foi titular na Liga Europa em nove jogos e outros nove no Espanhol.

A temporada 19/20 poderia ter sido a oportunidade de um ganho tático diferente. A Atalanta fez a proposta pelo brasileiro por empréstimo e ele foi. Mas pouco jogou. Foram três vezes no banco na Liga dos Campeões e 77 minutos em campo na Serie A.

Claro que faltam bons números na Europa para ele, mas o futebol mostrado no passado pode ser muito útil ao Galo, que tem Fábio Santos na posição e parece não contar muito com o uruguaio Lucas Hernández.

Motivado, ambientado e bem escalado, Guilherme Arana tem tudo para ser aproveitado e até mesmo para, daqui a algum tempo, novamente buscar espaço fora do Brasil. Ele vai precisar ter tempo para se condicionar e para buscar ritmo de jogo. Já faz tempo que ele não consegue ter sequência.

Não posso fechar o assunto sem antes externar que Arana tem custo e é importante que o planejamento financeiro não faça loucuras. É reforço, mas adianta muito pouco trazer alguém e não ter como pagar salários depois. Ser zeloso é garantia de respeito e um passo importante para o sucesso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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