No sorriso dos jovens, o começo da reconstrução

Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press

Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press

Sorriso no rosto, timidez com os microfones e o desejo de acertar contas penduradas por outros. Os jovens do Cruzeiro começam o ano convivendo com a enorme responsabilidade de honrar a camisa que nomes mais ilustres, dentro e fora dos gramados, maltrataram.

Se fosse possível esperar o momento ideal para que todas as incertezas com jogadores de altos salários fossem resolvidas, certamente o time ainda não estaria em campo na noite de quarta-feira contra o Boa Esporte.

É verdade que quem jogou, mesmo no caso de quem tem seu futuro em dúvida, como Rodriguinho, o fez com dignidade e interesse.

Mas as estrelas da noite foram os garotos, que representaram em campo a ideia de que o primeiro passo para a reconstrução só será possível com suas colaborações. Talvez, como novatos que são, eles só percebam a importância da missão quando ela já estiver encaminhada.

Em um momento tão difícil da história do clube, o mínimo que o torcedor espera é se enxergar em quem carrega seu escudo dentro de campo. Este compromisso, por enquanto, é ainda mais importante que as vitórias.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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