Início dos estaduais exige muita paciência

Bruno Cantini/ Atlético

Bruno Cantini/ Atlético

É possível abrir o ano jogando bem e até mesmo goleando. Também não existe proibição alguma em começar a temporada cheio de erros e sendo goleado. Se os extremos são permitidos, é no equilíbrio e na expectativa que devem morar a sabedoria para compreender os primeiros toques na bola no futebol brasileiro em 2020.

É claro que uma partida oficial vale pontos e exerce pressão, mas não precisa ser gênio para entender que o início não é o fim e toda uma longa caminhada precisa ser bem alicerçada nos primeiros meses do ano. É bem assim que deve ser. Passo a passo, jogo a jogo, erro e correção, treinamento e assimilação de conceitos.

O calendário do futebol mundial é desgastante e a falta de convicção de dirigentes brasileiros é conhecida em todo o planeta. O momento deveria ser ainda de treinamentos, mas, por exemplo, o Botafogo – que tem atuado com o time reserva no Carioca – já perdeu as duas primeiras e já começa a conviver de forma mais íntima com a pressão.

O Paulista terá seus primeiros jogos e o único grande que não trocou de treinador também já é observado de forma mais atenta. Os outros, Palmeiras, Santos e Corinthians, passaram por mudanças de comando e devem contar com um pouco mais de paciência.

A primeira rodada do Mineiro acabou de começar e é compreensível se Dudamel estiver com um pouco de dor de cabeça com alguns setores do time. É possível imaginar que a solução para os problemas de ataque está nos pés de Ricardo Oliveira ou de Franco Di Santo? Será que é irreversível a saída de Cazares?

Adilson comprou a briga do Cruzeiro e sabe que vai precisar contar muito com o torcedor. O grupo de jogadores é, em sua maioria, formado por meninos que cultivam o brilho nos olhos e devem suar sangue em campo, mas o ano tem muitos desafios. Inclusive financeiros e emocionais.

É início. Até perto de umas quatro ou cinco rodadas é bem aceitável entender que o período, ainda que cobre pontos, é para uma assimilação de ideias. Antes disso, toda e qualquer cobrança corre muito o risco de ser apenas baseada no coração ou na falta de compreensão do jogo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Futebol Nacional