Estreia evidencia lacunas do Galo para o ano

Atlético / Twitter

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Os primeiros jogos do ano no futebol brasileiro devem ser encarados como uma extensão da pré-temporada. O tempo concedido para a preparação é curto, e seria absurdo exigir picos de rendimento em janeiro. Ainda assim, é possível identificar padrões de jogo e necessidades para o desenvolvimento das equipes.

A estreia do Atlético em Uberlândia mostrou um time ainda distante de uma condição física aceitável, e até por isso procurando controlar o jogo e passar mais tempo com a bola nos pés, num gramado que não favorece a circulação mais rápida da bola.

Houve notas positivas: a confirmação de que Allan é um acréscimo técnico importante, e a boa participação do estreante Michael, com direito até a defesa de pênalti, no momento em que o clube estuda a possibilidade de negociar Cleiton.

No entanto, chama mais a atenção a pobreza de opções ofensivas no elenco. Di Santo não é capaz de ser um atacante associativo, capaz de dialogar com os companheiros em campo, e nem tem o aproveitamento de finalizações que justifique sua pouca participação.

Também falta mais uma alternativa de velocidade pelos lados (entrou Maicon Bolt, de quem o clube tenta se livrar), e caso se confirme a saída de Cazares faltará ainda uma figura criativa por dentro, capaz de criar situações de gol com frequência.

Com o que o exigente Rafael Dudamel tem à disposição hoje, seu trabalho será difícil. A bola está no campo da direção.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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