Como acreditar nos atacantes de área do Galo?

Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Por mais que seja desejável e necessário não fazer loucuras para contratar, é difícil imaginar que Di Santo e Ricardo Oliveira serão os jogadores responsáveis por fazer a bola entrar para o time do Galo.

A temporada passada já deu algumas demonstrações. A equipe tinha dificuldade para criar. Quando a bola chegava ao ataque, faltava alguém para dar sequência ou mesmo para dar o toque final para o gol.

É claro que é preciso contextualizar. O ano de 2019 no Atlético foi marcado pelos processos interrompidos e falta de convicção, não só da direção, mas também dos treinadores. Resumindo: foi uma bagunça em campo e o ataque teve desempenho muito fraco. Foram quase 80 jogos no ano e o artilheiro da temporada foi Ricardo Oliveira com 14 gols – somando todas as competições.

Dudamel já chega com a possibilidade de um meio mais criativo e protagonista. Em todas as entrevistas fica muito claro também que ele quer vender a ideia de competitividade e pressão para retomada da bola. Dá para imaginar um ano menos conturbado e um time melhor arrumado, mas Di Santo e Oliveira vão conseguir entregar em toda a temporada o que deles é esperado? Tenho lá as minhas dúvidas.

Um meio com Jair e Allan tende a ser um meio de obsessão por roubar a bola e qualidade para abastecer o ataque. O time também pode ter velocidade pelos lados, mas é preciso comprar ou descobrir alguém que complemente as jogadas. Por mais que o time possa render mais e melhor, o chamado homem-gol não passa tanta confiança assim.

O primeiro rascunho do que pode vir a ser a temporada será mostrado amanhã, mas não dá para encarar a abertura do Mineiro com um olhar muito crítico.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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