Por que voltou o Torneio Pré-Olímpico?

Lucas Figueiredo/CBF

Lucas Figueiredo/CBF

Jogadores de 23 anos são profissionais já com alguma rodagem. Um torneio com jogadores de até 23 anos nem se encaixa mais na categoria de “competição de base”. A realização de um torneio para esta faixa de idade, sem que os clubes sejam obrigados a ceder seus jogadores, nem faz sentido.

Afinal, os clubes que respeitam o dinheiro que gastam dificilmente vão liberar seus atletas para um campeonato como o Pré-Olímpico da Conmebol. Pergunte ao Arsenal se em algum momento se cogitou autorizar a viagem de Gabriel Martinelli, por exemplo.

Em resumo, o torneio na Colômbia não reúne o que as seleções podem ter de melhor nesta categoria. O próprio conceito de “seleção” é desafiado neste contexto.

Para que um jogador dispute o Pré-Olímpico, ou ele não é tão importante assim para seu time, ou o clube quer colocá-lo em uma vitrine (o que, nesta faixa etária, já é bem questionável), ou simplesmente tem medo de retaliações da confederação de seu país.

Antes de 2020, a última edição do torneio havia sido a de 2004. Nas três edições posteriores dos Jogos Olímpicos, a Conmebol aproveitou uma competição de base já existente, o Sul-Americano sub-20, para determinar seus representantes. Como a Uefa já faz com o Europeu sub-21, também disputado a cada dois anos.

Mas a ganância e o desejo de arrecadar com direitos de televisão de mais um torneio falam mais alto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.