Calendário unificado tem de ser prioridade máxima do futebol

Reprodução Twitter

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A Copa Africana de Nações volta para o início do ano, para desespero dos clubes europeus, que perderão jogadores importantes em plena temporada. No meio de 2021, a Fifa fará a primeira edição de seu novo Mundial de Clubes, com 24 participantes, na China.

Embora a justificativa oficial seja o clima chuvoso em Camarões em junho e julho, é óbvio que as duas decisões estão ligadas. Jogadores participantes das duas competições teriam suas férias e pré-temporada prejudicadas.

Mas os jogadores acabam levando desvantagem de qualquer jeito. Além de desfalcar seus times em jogos importantes, muitos perderão oportunidades de transferências.

Técnico do Liverpool, que tem jogadores como Sadio Mané, Mohamed Salah e Naby Keita, Jürgen Klopp admitiu que o clube pode rever a contratação de africanos no futuro. Certamente outros pensam da mesma forma.

A Copa América pode tirar jogadores por um quarto do Campeonato Brasileiro – neste caso, porém, quem está na contramão é a organização do futebol nacional, já que os outros países sul-americanos estão em férias ou recesso no mesmo período e não terão problemas.

Relatório divulgado pela Uefa aponta que um bloco de 30 clubes ficou com 49% de toda a receita gerada pelos times de primeira divisão da Uefa em 2018. E que este bloco cresceu três vezes mais que o restante.

São estes clubes que trabalham por mais jogos de Champions League a partir de 2024. Enquanto Klopp diz que gostaria de menos jogos, mesmo que isso significasse menos dinheiro, os dirigentes vão na direção oposta.

O ano de 2024 também representa o término do atual calendário internacional da Fifa.

A discussão sobre um calendário unificado, que atenda aos interesses de todos e não se esqueça da saúde dos jogadores que fazem o espetáculo, é a mais necessária do futebol atual.

Encontrar janelas únicas para os torneios de seleções e determinar sanções para quem desrespeitá-las seria um passo fundamental.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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