Qual será a briga do Red Bull Bragantino na Série A?

Red Bull Bragantino / Twitter

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O Red Bull Salzburg já é dominante na Áustria, disputou a fase de grupos da Champions League pela primeira vez e deu sustos no poderoso Liverpool. Um de seus destaques, o japonês Takumi Minamino, foi vendido para o time inglês. Outro, o norueguês Erling Haaland, foi disputado por diversos clubes e acabou no Borussia Dortmund.

O RB Leipzig (RB mesmo, pois o uso do nome da empresa não é permitido pela legislação alemã) fechou o primeiro turno da Bundesliga na liderança, com o título simbólico de “campeão de inverno”, e pela primeira vez avançou às oitavas-de-final da Champions League.

O projeto brasileiro da multinacional de bebidas energéticas “ganhou asas” com a aquisição do Bragantino, que já estava na Série B e dominou com folga o último campeonato.

A julgar pelo mercado, o desembarque na Série A promete fazer barulho. Com a tática agressiva que caracteriza as ações de marketing da empresa, tem buscado revelações de clubes importantes, como o atacante Artur, ex-Palmeiras, que vem de um bom campeonato com o Bahia.

A ideia de atrair jovens para valorizá-los é parte de uma ideia de gestão sustentável e que pode servir de exemplo para times mais tradicionais. Além disso, a Red Bull preza por uma filosofia global de jogo, que norteará a escolha do próximo técnico.

O principal alvo, o português Carlos Carvalhal, atende a estas ideias e tem um currículo importante, com experiência na Premier League.

O modelo de negócio do Red Bull Bragantino não tem obstáculos comuns à maioria dos clubes brasileiros: necessidade de fazer política, atender a conselheiros, distribuir cargos.

O objetivo inicial para qualquer time que vem da segunda divisão é a permanência na Série A, e o discurso do time de Bragança certamente será este. Mas a realidade se desenha mais animadora, e não será surpresa se rapidamente vier uma afirmação na primeira página da tabela.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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