Adilson tem a indefinição como adversária

Vinnícius Silva / Cruzeiro

Vinnícius Silva / Cruzeiro

Adilson Batista chegou no final do ano passado com a árdua tarefa de evitar a queda do Cruzeiro para a segunda divisão. O treinador, já devia ter todas as informações, mas certamente o que ele viu se mostrou ainda pior. Foram apenas três jogos. Três derrotas, cinco gols sofridos e o ataque não marcou. É incrível, mas o Cruzeiro caiu tendo vencido apenas sete vezes e conquistado 36 pontos. É muito pouco.

Se o cenário já acenava com a possibilidade de uma catástrofe, o atual gera muita inquietação. Adilson deve estar trabalhando com uma desagradável sensação de indefinição. Quem fica? Por quanto tempo? A direção vai conseguir pagar os salários? Não deve estar sendo fácil, mas ele tem tocado o barco e até mesmo tem mostrado que o caminho pode estar na juventude.

A prioridade é muito clara: voltar para a primeira divisão. Ganhar o Mineiro pode até dar uma ilusória imagem positiva, mas restarão ainda 38 rodadas para a obtenção do objetivo.

Sem querer demonizar os jogadores que saíram ou querem sair, é muito importante para o treinador contar com jogadores de nível mais elevado. Serão jogadores como Fábio, Edilson e Léo que vão pavimentar o caminho e mostrar o peso da camisa para os mais novos.

O ano será chato e constrangedor, mas não tem como fugir da realidade. O passo para o reencontro do time com a grandeza do clube passa pela Série B e pelo apoio ao treinador.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Sem categoria

Comentários