Pecado da vaidade ameaça navegação tranquila do Flamengo

Flamengo / Twitter

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Dois títulos no mesmo fim de semana, lua de mel com a torcida, perspectiva de um elenco ainda mais forte para 2020. Seria difícil imaginar algo desestabilizando o Flamengo antes da nova temporada.

Mas estamos no futebol brasileiro, onde política e profissionalismo podem ser antagonistas – e normalmente são. Prova disso é a saída de Paulo Pelaipe do cargo de gerente de futebol.

Se a avaliação fosse puramente técnica, ninguém mexeria em um departamento que entregou excelentes resultados, com um ótimo índice de acerto nas escolhas. Mas nosso modelo de clube faz com que outros fatores, como vaidades pessoais, sejam colocadas à frente do pragmatismo que deveria conduzir tais decisões.

Pessoas bem informadas sobre os bastidores rubro-negros atribuem a decisão de não seguir com Pelaipe a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vice de relações externas. Alguém, portanto, de fora do grupo que controla o futebol, encabeçado por Marcos Braz. Este último teria, inclusive, garantido a Pelaipe sua continuidade antes de ele receber a fria comunicação do RH a respeito da saída.

Em um ambiente meramente profissional, as decisões de Braz sobre o futebol seriam soberanas.

Tudo isso acontece em meio a um ambiente de incerteza sobre o futuro de Jorge Jesus, que se nega a comprometer seu futuro no clube além de maio, quando se encerra o contrato. Natural que o técnico português não tenha pressa em definir seu futuro, e não será um episódio como este a apressá-lo.

Caso sinta que as pessoas que o contrataram estão mais frágeis na hierarquia do clube, Jesus terá razão em se questionar se a permanência é a melhor opção.

O silêncio já duradouro do presidente Rodolfo Landim serve apenas para alimentar desnecessárias especulações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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