Calendário e VAR: fim de ano com polêmicas

Reprodução Twitter

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Menos de 48 horas depois de completar uma grande virada sobre o Manchester City, o Wolverhampton já estava em campo para enfrentar o Liverpool.

O programa de fim de ano da Premier League é uma tradição, os estádios estão sempre cheios e a televisão adora. Mas permitir que um time jogue com intervalo tão curto, contrariando toda a lógica científica sobre o tempo ideal de recuperação dos atletas, não ajuda o campeonato em nada.

Para ter um time em condições de competir, o técnico Nuno Espírito Santo fez quatro mudanças, mandando para o banco as duas principais armas ofensivas do time, Raúl Jiménez e Adama Traoré. Ambos entraram no segundo tempo, e os Wolves ainda conseguiram colocar o Liverpool nas cordas no final – mas perderam por 1 a 0, contra um adversário também desgastado.

O Liverpool teve de fazer nove partidas em dezembro, uma delas com uma equipe de garotos porque o elenco principal estava no Catar para o Mundial de Clubes.

Em muitas das partidas deste período, não conseguimos ver os times com o que têm de melhor, ou rendendo o máximo que podem. Acabam optando por se poupar durante os jogos, proporcionando um espetáculo inferior ao que poderia ser.

Curiosamente, os ingleses parecem menos envolvidos nesta discussão e mais preocupados em polemizar com o VAR. E é verdade que ele tem seus problemas na Premier League, especialmente por contrariar a orientação de conferir as decisões interpretativas ao árbitro em campo, através do uso dos monitores. O árbitro de vídeo sempre dá a palavra final e acaba sendo uma segunda autoridade, desafiando o que a regra do jogo determina.

Mas também não tem sido essa a principal crítica, e sim a marcação de impedimentos milimétricos, como se fosse possível inventar uma nova regra do jogo apenas para satisfazer os anseios de quem não gosta de ver gols anulados pelo rigor do texto.

O Wolverhampton teve um gol de Pedro Neto anulado por um impedimento de ponta de pé na origem da jogada. Cruel? Certamente. Mas o jogo tem de ser apitado pelo regulamento que existe, não por como gostariam que ele fosse.

Os ingleses são bastante conservadores e resistentes às evoluções do jogo, mas parecem atacar os problemas errados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.