Realidade do Cruzeiro bate na porta de todos como exemplo

Paulo Galvão/EM D.A Press

Paulo Galvão/EM D.A Press

O futebol brasileiro passou as últimas décadas acreditando que o poço nunca teria fundo. Pensando que gestões temerárias nunca teriam consequências, porque sempre haveria aquele “jeitinho” de passar o bastão para o próximo que viesse.

As declarações dos novos dirigentes do Cruzeiro sobre o estado em que encontraram o clube são um choque de realidade não apenas para a torcida celeste, mas para todas as outras.

Talvez agora fique claro que, quando um especialista em finanças aponta que os gastos de seu clube são insustentáveis, ele não está “jogando contra” ou torcendo por seu insucesso.

Talvez seja o caso de dar ouvidos.

A história de um grande clube nunca se apaga, mas o caminho de volta até o topo, dependendo do tamanho da queda, é tortuoso.

O alerta “a conta chega” sempre foi tratado com certo desdém entre torcedores e até dirigentes. Mas ela nunca havia chegado de forma tão brusca, tão clara, tão inescapável.

Dívidas imediatas na Fifa, risco de punição. Salários atrasados e sem perspectiva de quitá-los a custo prazo. Apelo para que jogadores reduzam salários para permanecer no clube. Qual a saída?

É por isso que o exemplo precisa bater não apenas no Barro Preto, mas no Brasil inteiro.

Candidatos a repetir a história, se não abrirem os olhos, não faltam.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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