Título do Liverpool foi valorizado pela dificuldade

Liverpool / Twitter

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Jürgen Klopp disse antes da decisão entre Liverpool e Flamengo que só poderia dizer como se sentiria com o título mundial caso o conquistasse. E uma vez sacramentada a vitória, o técnico alemão admitiu que a sensação era especial.

A dúvida era pertinente. O histórico recente da competição era de pouco desafio técnico para os times europeus, de vitórias protocolares que exigiam pouco esforço.

Não dá para dizer que a visão europeia sobre o torneio vai se equiparar à sul-americana, porque não acontecerá. Já havia uma diferença de perspectiva quando os jogos eram frequentemente equilibrados. Imagine então quando o desafio se tornou muito maior para um lado do que para o outro.

No entanto, quando um time poderoso como o Liverpool é submetido a um jogo duro como foi capaz de proporcionar o Flamengo, o sabor da vitória muda.

Enquanto as opiniões brasileiras, muito contaminadas por clubismo, se dividiram, a mídia internacional foi quase unânime em elogiar a postura do time de Jorge Jesus em Doha.

A vitória foi para o melhor time em absoluto e também para o melhor da noite, mas não foi um duelo de um time só, como nos acostumamos a ver por muitos anos. O Flamengo soube fazer perguntas à defesa do Liverpool, e por um bom trecho no primeiro tempo parecia o time mais confortável em campo.

A final de sábado fez com que o Flamengo terminasse o ano com uma imagem ainda mais positiva. O “outro patamar”, expressão consagrada por Bruno Henrique, foi visto na prática em um desafio dos maiores possíveis.

Quem sabe olhar futebol apenas pelo placar final talvez não entenda, mas o que vimos neste Liverpool x Flamengo é um alento. Inúmeras vezes escrevemos sobre como o sarrafo subiu para os outros times brasileiros.

Nem todos parecem ter compreendido. Boa notícia para os rubro-negros, que descobriram que ainda precisam de mais para vencer o melhor time do mundo, mas que percebem que enquanto a concorrência se mantiver cega, uma hegemonia local será cada vez mais provável.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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