Infantino: Fifa tem nove ofertas pelo novo Mundial de Clubes

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O primeiro Mundial de Clubes com 24 clubes, em 2021, tem atraído interesse de possíveis parceiros comerciais. Pelo menos é que garante o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Falando a jornalistas em Doha, na véspera da final da edição de 2019 entre Liverpool e Flamengo, Infantino falou sobre suas motivações para a reforma do torneio.

“Já estamos vendo sinais de enorme interesse”, disse. “A Fifa fez um convite a propostas de empresas interessadas em trabalhar conosco para o novo torneio: dezesseis manifestaram interesse e recebemos nove propostas, que estamos analisando. São empresas interessadas em ser parceiras do que será o melhor torneio de clubes do mundo”.

Sobre as críticas ao fato de ser mais uma competição em um calendário já congestionado, Infantino admitiu que a discussão é necessária: “Tenho falado com muita gente, e ninguém parece feliz com as coisas agora: o sistema, o calendário… As pessoas reclamam que as ligas nacionais são previsíveis, como os jogos de seleções não são tão interessantes, como se jogam partidas demais… Se queremos uma solução, temos de debater. E como presidente da Fifa, é meu papel fomentar este debate”.

“O fato é que o futebol está mudando. Até 50 anos atrás, era estritamente nacional. Depois veio o componente continental, que só aumentou. Agora os clubes são forças globais, com interesses no mundo inteiro. Hoje temos 10 ou 12 clubes de cinco países europeus em um certo nível, e o resto do mundo está bem longe. Minha visão é de que deveríamos ter, digamos, 50 clubes de todos os continentes mais ou menos do mesmo nível. Qual a melhor maneira de implementar isso? É o que temos de discutir”, argumentou.

“A conclsuão é que temos de buscar soluções. Temos de sentar para discutir todos os interesses e adaptar o calendário internacional se necessário. Até agora, o que o futebol fez historicamente foi acrescentar mais jogos e mais torneios. Mas o futebol não é uma iniciativa de ‘ordem de chegada’, e temos de dizer que estamos lotados. Precisamos estar abertos a repensar o conceito de como o futebol global é estruturado”, concluiu o presidente da Fifa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.