Fifa pensa em liberar ligas multinacionais, admite presidente

Reprodução Twitter

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A ideia de realizar campeonatos com times de mais de um país é historicamente rejeitada pela Fifa, mas uma mudança pode estar no horizonte. Nesta sexta-feira, o presidente Gianni Infantino admitiu rever esta posição, para dar mais chances de diminuir a diferença para as ligas de ponta do futebol mundial.

“Precisamos estar aberto a discussões”, disse Infantino a repórteres em Doha, na véspera da final do Mundial de Clubes. “Os belgas e holandeses têm discutido uma liga do Benelux, e há discussões assim há 20 anos e estamos sempre dizendo não, porque nos baseamos nas ligas nacionais. Mas quem sabe ajude? Talvez seja a única solução, talvez na Europa tenhamos de pensar a respeito, talvez na África. Temos o dever de estudar essas coisas”.

Nesta temporada, pela primeira vez apenas clubes das cinco principais ligas (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França) chegaram aos mata-matas da Champions League, mostrando um abismo crescente para os demais campeonatos.

Uma rara exceção à política da Fifa é a Major League Soccer, composta por times dos Estados Unidos e do Canadá.

“A Premier League é a competição mais bem sucedida e parabéns para ela, porque criaram uma competição fantástica e um ótimo produto. Obviamente eles querem estar no topo pelos próximos cem anos. E os outros querem chegar lá. Então, podemos fazer algo para ajudar os outros, sem tirar nada dos que estão no topo? Não se trata de puxar ninguém para baixo, e sim de puxar para cima quem está um pouco mais embaixo”, argumentou Infantino.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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