Klopp e Jesus transformaram seus clubes

Twitter / Liverpool

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Dá para torcer contra qualquer um dos dois, dá para secar, dá para desdenhar de um vacilo ou outro, mas não dá para apagar a história que Liverpool e Flamengo escreveram no ano de 2019.

É bem verdade que o ano do Flamengo deu uma guinada após a chegada de Jorge Jesus, Gerson, Filipe Luis, Pablo Marí e Rafinha. A mudança foi muito grande e os números mostravam isso a cada rodada de Libertadores ou do Brasileiro.

O treinador do Flamengo conseguiu vender bem a ideia aos seus jogadores e os outros clubes hoje já sabem que é possível e necessário jogar de forma equilibrada e mais ofensiva.

Talvez o ponto alto tenha sido a partida contra o Grêmio. Não é todo dia que um time como o de Renato Gaúcho sofre um 5 a 0 e vê o adversário ir para a final da Libertadores. E que jogo intenso! Que velocidade!

Já na quarta temporada à frente do Liverpool, Jürgen Klopp conseguiu mudar o clube, que já estava se acostumando com a ideia de ver os adversários comemorarem.

Klopp renovou o elenco e colocou os caras para correr. E como correm. Depois de bater na trave em uma final de Champions, o sexto título veio em uma final doméstica contra o Tottenham. Salah, que era visto como uma contratação cara, foi artilheiro duas vezes seguidas da Premier League e se tornou um jogador melhor ao trabalhar com o alemão.

E o que dizer sobre aquele 4 a 0 em cima do Barcelona? Quando tudo parecia apontar para o impossível – definir sem Firmino e Salah contra o time de Messi e companhia – o Liverpool fez o placar que precisava e avançou dando a sensação que estaria ali para ganhar de qualquer time do mundo.

Flamengo e Liverpool já foram vencedores dos torneios mais importantes, mas vai ser bastante interessante ver em campo as ideias de seus intensos treinadores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.