Alisson classificou o Liverpool, que precisará de força máxima

Liverpool / Twitter

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Se Alisson não tivesse demonstrado por que acumula os prêmios de melhor goleiro pela Fifa e pela France Football, talvez o Liverpool estivesse na história como o primeiro time europeu derrotado em uma semifinal de Mundial de Clubes.

A escalação de Jürgen Klopp não deveria causar qualquer surpresa. Além das ausências forçadas, a presença de alguns titulares no banco de reservas se justifica pela maratona de jogos – são oito partidas oficiais em dezembro, incluindo um duelo crucial com o Leicester depois do Natal.

Mas a opção passou fatura em campo. Com apenas um zagueiro, Joe Gomez, à disposição, o técnico alemão usou Jordan Henderson na zaga, deixando o meio-campo mais exposto com Adam Lallana.

O time teve mais dificuldade para exercer a pressão habitual e, sem conseguir roubar a bola perto da área, sofreu constantemente com as acelerações do Monterrey, que gerou um alto volume de finalizações.

O brilho de Mohamed Salah foi determinante, com uma bela assistência para o gol de Naby Keita, mas os parceiros Xherdan Shaqiri e Divock Origi não acompanhavam o nível do egípcio, habituado a melhores companhias.

E as entradas de três titulares determinantes como Sadio Mané, Roberto Firmino e Trent Alexander-Arnold foram cruciais para que o resultado chegasse no final. Alexander-Arnold deu uma perfeita assistência para o brasileiro, que deu um toque sutil para fazer 2 a 1.

Boa notícia para um time já desgastado pela maratona de jogos e que teria de encarar uma prorrogação, ainda que provavelmente vencesse no tempo extra por causa do cansaço do Monterrey, que era evidente.

Contra o Flamengo, Klopp deve iniciar com o melhor time possível, restando ver as condições de Virgil van Dijk e Georginio Wijnaldum.

Dificilmente os Reds farão outra partida tão burocrática, até porque a tendência é o time de Jorge Jesus exigir mais que o Monterrey.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.