No divã do futebol brasileiro

Rafael Ribeiro / Vasco da Gama

Rafael Ribeiro / Vasco da Gama

E de uma hora para a outra, como que por milagre, o futebol brasileiro viu o nome de Vanderlei Luxemburgo ganhar destaque no mercado.

O noticiário esportivo já ligou Luxa ao Galo e também ao Palmeiras. É bem verdade que o Vasco, último trabalho de Vanderlei, passou longe do rebaixamento e até mesmo encarou o Flamengo no Brasileiro, mas o que dizer dos últimos trabalhos, bem medianos, que o professor fez?

Não dá para negar toda a experiência de um treinador que um dia chegou ao Real Madri, mas também não dá para esquecer tudo o que ele não conseguiu fazer na década.

O que mais assusta é que faltam nomes e sobram times. Athletico, atual campeão da Copa do Brasil, Palmeiras e Santos estão classificados para a fase de grupos da Libertadores e não têm nomes anunciados para o comando técnico na próxima temporada. Atlético e Vasco também.

Nomes como Abel Braga, Cuca e Mano Menezes saíram bastante desgastados da temporada.

Talvez impulsionados pelo sopro de bom futebol que Jorge Jesus e Jorge Sampaoli ofereceram ao mercado brasileiro, os clubes comecem a olhar mais para métodos de trabalho e menos para os mesmos nomes de sempre. Entretanto, o tempo vai passando e as vagas precisam ser preenchidas.

É cristalino que não foram apenas os trabalhos de campo dos dois Jorges que fizeram a diferença. Flamengo e Santos se mostraram maduros e abertos às novidades que os dois ofereceram. Não foram apenas os resultados conquistados, mas, muito mais, a frieza na implantação de suas filosofias.

Com o mercado de técnicos no Brasil em ebulição, é quase certo que muitos clubes, pressionados pelo calendário e pela falta de pesquisa em novos nomes, vão fechar com técnicos que não querem e, obviamente, terão pouca convicção na hora da primeira crise. Prepare-se para fortes e decepcionantes emoções.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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