Hora de passá-los à porta dos fundos da história

Marcos Vieira/EM/D.A Press

Marcos Vieira/EM/D.A Press

Ver o Cruzeiro nas páginas policiais não foi suficiente. Ver o time rebaixado para a Série B pela primeira vez na história não foi suficiente.

O que será necessário para a direção do clube tomar a única medida decente para um momento como esses e renunciar?

O presidente Wagner Pires de Sá não teve problemas em ser a “rainha da Inglaterra” de Itair Machado e entregar a ele um cheque em branco. Também não teve problemas em passar o comando do futebol para Zezé Perrella para salvar seu cargo com o barco já afundando.

Agora, Wagner tenta minimizar um pedido de afastamento protocolado por 161 conselheiros e associados – sendo 72 com direito a voto. Afirma que a oposição tem “10 ou 15 votos”.

Dá para acreditar que um personagem que já deveria estar entregue à porta dos fundos da história ainda é capaz de se defender com bravatas?

O despreparo na gestão continua evidente. A comunicação do clube passa mensagens desencontradas sobre o futuro de Adílson Batista no comando.

O novo responsável pelo futebol, Márcio Rodrigues, já começou com uma declaração desastrosa, ameaçando colocar para treinamentos à parte os jogadores que se recusarem a reduzir salários – um convite a processos na Justiça.

Zezé Perrella, que assumiu o comando do Conselho Deliberativo exaltando sua função de fiscalizar, agora aponta o dedo para as dívidas e más práticas do clube como se fosse absolutamente alheio a tudo.

A história sempre entrega os personagens indignos a seus devidos lugares. Mas há um presente clamando por mudanças – e só uma mobilização importante da torcida pode provocá-las.

É hora de dar o Cruzeiro a quem realmente se importa com ele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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