Hora de o Galo andar para frente

Ivan Storti/Santos

Ivan Storti/Santos

Vagner Mancini já é coisa do passado e o que o atleticano mais quer ver é que o passado tenha sido compreendido. O ano de 2020 precisa ser melhor.

É absolutamente inadmissível que o Atlético passe as mesmas vergonhas que passou na atual temporada. Ficar tantas rodadas sem vencer e flertar com a zona de rebaixamento não faziam o menor sentido, mas foram parte da realidade do clube.

O que vem pela frente? Mesmo entendendo que um grupo de investidores estaria disposto a ajudar no plano de trazer Sampaoli, eu, mineiramente, prefiro ter os dois pés no chão.

O trabalho que o treinador argentino fez no Santos não rendeu títulos, mas fez o torcedor sonhar. Cá entre nós, o Galo também não conquistou títulos, mas o torcedor teve vários pesadelos no ano.

O Santos da temporada anterior teve Rodrygo (hoje no Real Madri), e a dupla Bruno Henrique/Gabigol e, ainda assim, ficou bem longe de conquistar os resultados e de jogar o que jogou o time de Sampaoli, sem qualquer um deles.

Se não der certo – o que acho bem provável – o normal seria esperar que o perfil do treinador seja mais ou menos parecido com o de Jorge Sampaoli. Mas quem?

Já não é de hoje que é normal ouvir a nacionalidade do técnico e não as características de seus trabalhos como pontos definidores para a contratação de um treinador. Na minha avaliação, uma coisa nada tem a ver com a outra. Não é com o passaporte e sim com o conteúdo que se dirige um time e um grupo de jogadores.

Antes de saber a nacionalidade, é importante saber o que o treinador defende como ponto de vista, quais trabalhos ele fez, como se deu com grupos mais jovens e ou mais velhos, qual a proposta de trabalho e por aí vai. Se for argentino, português, espanhol, colombiano ou brasileiro, tanto faz – respeitando a necessidade de facilitar a ambientação de alguém não adaptado aos costumes locais.

A comemoração ou a lamentação da próxima temporada tem seu pontapé inicial agora. Saber escolher é um belo passo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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