Atlético: hora de pensar nos próprios problemas

Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press

Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press

É compreensível que os últimos dias para o atleticano tenham sido felizes, com a queda do Cruzeiro. Mas enquanto o revés do rival ainda será muito para muita brincadeira entre os torcedores, na gestão do alvinegro para 2020 é hora de tratar o planejamento com seriedade, para evitar que o drama mude de endereço.

A promessa de austeridade feita pelo presidente Sérgio Sette Câmara desde o início de seu mandato só foi cumprida “até a página 2”. Contratações de jogadores medianos por salários consideráveis e trocas constantes no comando levaram o Galo de volta à epoca em que ele entrava nos campeonatos apenas para participar.

No fim das contas, ainda foi necessário sacrificar patrimônio técnico, vendendo o jovem Alerrandro, apenas para honrar compromissos atrasados.

Está provado não adianta achar que a saída é fazer loucuras com dinheiro, acreditando que a conta fechará lá na frente. O resultado imediato é tão importante quanto a sobrevivência do clube a médio e longo prazo. Ainda mais com a construção do novo estádio no horizonte.

Com recursos menores, a margem de erro fica reduzida, e cada tiro errado é difícil de ser corrigido. Por isso, uma montagem de elenco com opções pontuais, com a participação do técnico que seja escolhido para comandar o time, é fundamental.

Assim como aproveitar ao máximo as referências técnicas que já existem, como Cazares. Renovar o contrato do equatoriano, que, apesar de toda a conhecida inconstância, ainda é um jogador que decide partidas, é fundamental para não perdê-lo de graça no fim do ano.

Pelo menos desta vez haverá um início de temporada com um novo profissional, e não com um comandante que já havia demonstrado sua inadequação, como aconteceu com Oswaldo de Oliveira e Levir Culpi nas duas últimas temporadas.

As escolhas tomadas agora vão ressoar durante todo o 2020. O momento é de ser racional para não ter de agir com afobação depois.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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