Ter outra Copa América é ruim, mas o novo formato é pior

Conmebol / Twitter

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O sorteio da Copa América na noite de terça-feira só interessava a duas seleções: as convidadas da Conmebol, Austrália e Catar. Para as dez seleções filiadas à entidade, os grupos já eram conhecidos de antemão, pois foram repartidos por critério geográfico entre Argentina e Colômbia, as duas sedes.

A requisição da mudança do torneio para os mesmos anos da Eurocopa foi o pretexto perfeito para encavalar duas edições consecutivas e engordar mais um pouco os cofres da entidade sul-americana. Mas isso não é o pior.

O novo formato faz com que a Copa América, com o mesmo número de seleções participantes, passe a ter mais jogos. A fase de grupos será uma maratona de 30 partidas, que servirá apenas para eliminar um terço dos países: são grupos de seis, classificando quatro para as quartas-de-final. Ou seja, várias partidas das últimas rodadas terão pouca ou nenhuma relevância.

Até 2019, o campeão fazia seis jogos. Agora serão oito: mais que o campeão mundial!

Tudo isso com as eliminatórias já iniciadas, com duas rodadas em março, e mais seis jogos para cada uma até o fim do ano. Sem contar os amistosos de preparação.

O excesso de jogos acaba causando antipatia do torcedor ao futebol de seleções, especialmente o brasileiro, que poderá ver seu time desfalcado.

Mas essa culpa, pelo menos essa, não é da Conmebol, e sim do péssimo calendário da CBF. A mesma que prometeu que as datas Fifa seriam respeitadas.

Não serão, para surpresa de absolutamente ninguém.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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