Na hora do desespero

Reprodução Twitter

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Três derrotas seguidas e mais uma rodada na zona de rebaixamento. Não dá para falar que não é merecida a campanha desesperadora que faz o Cruzeiro. Entretanto, agora a coisa ficou ainda pior e mais feia.

Já não dá mais para tentar um novo choque no elenco. Faltam apenas dois jogos e o Cruzeiro já não depende mais dele mesmo para escapar da situação que se colocou.

Em São Januário, antes e após mais uma derrota, o que se viu foi uma tentativa desesperada de tentar entender ou de atribuir culpas. Tentativas desesperadas normalmente passam longe de lógicas, de compreensão da situação ou de somatória de esforços. Todo mundo perde.

Zezé Perrella lembrou dos péssimos números de Mano Menezes, decidiu pelo afastamento de Thiago Neves e criticou as gestões anteriores. Atirou para todos os lados e talvez tenha acertado muita gente, mas não ofereceu a tão esperada paz para o momento mais complicado da história do Cruzeiro. Tudo o que o clube precisa agora é de união de forças e não de divisão de culpas.

O que se viu em campo não foi muito diferente do habitual. O Cruzeiro errou muitos passes, lutou bastante e não conseguiu o resultado. São apenas sete vitórias em 36 jogos. Sport, América e Vitória – rebaixados na temporada passada – venceram mais e ainda assim caíram.

Adilson Batista é o que menos tem culpa, se é que tem alguma. Ele assumiu quando poucos assumiriam e vai, em bem menos tempo, tentar achar pontos em uma trajetória bastante fraca.

Se o Cruzeiro cair, vai ser necessário repensar toda a estrutura de poder do clube. Na verdade, repensar independe da permanência na elite do futebol brasileiro. Os sinais foram muito claros de falta de comprometimento com a história e grandeza do clube. O Cruzeiro Esporte Clube não pode se permitir estar cercado de tanta gente que pensa mais em seus projetos pessoais e de tanta gente incapaz de traçar planejamentos que não dependam de classificação ou não em competições eliminatórias. Como isso foi permitido lá dentro?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Futebol Nacional

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