Fim de ano com sofrimento é o preço das escolhas do Galo

Bruno Cantini / Atlético

Bruno Cantini / Atlético

Ninguém pode dizer que é inesperado. Se o Atlético chega às rodadas finais do Campeonato Brasileiro sem estar matematicamente seguro da permanência, é apenas uma consequência das últimas escolhas.

Podemos concordar que a queda livre em que se enfiou o medíocre elenco alvinegro exigia medidas, e que nesse contexto era compreensível a mudança no comando, com a queda de Rodrigo Santana.

Mas a escolha de Vágner Mancini, um especialista em rebaixamentos, vai se mostrando a mais equivocada de uma série de decisões infelizes da direção.

Como se não bastasse a falta de amor próprio – Mancini fez um rebuliço da demissão de Oswaldo de Oliveira pelos mesmos dirigentes, protagonizando um teatro em solidariedade ao colega -, faltou compreensão de que o momento inspirava cuidados maiores.

Em vez disso, apelou-se a um tapa-buraco, como se o resto do ano fosse apenas uma questão de cumprir tabela.

Os resultados não melhoraram, o Atlético joga cada vez pior, e cada jogo que passa é um teste à paixão do torcedor. O mesmo torcedor que é rechaçado pelos cartolas quando protesta, mas é convocado a salvar o time nos momentos de desespero.

No empate com o Bahia, o ponto conquistado se deve muito mais ao presente recebido por Cazares do que aos méritos coletivos. A substituição do equatoriano por Leonardo Silva foi o ápice da falta de ambição, da falta de recursos de quem comanda.

O Atlético tem 42 pontos e provavelmente conseguirá o suficiente para permanecer na Série A. Mas se não cair este ano, não terá sido por falta de “esforço”.

O ano de 2020 não promete um elenco mais forte que o atual, o que exige que não se erre nas escolhas de comando e planejamento. Exige que se contrate com critério e não para agradar os bons amigos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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