A farra de vagas e a medíocre briga por Libertadores

Internacional / Twitter

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Assistir aos jogos do Campeonato Brasileiro de quem ainda briga por vagas na Copa Libertadores é um exercício curioso. É impossível olhar hoje para as partidas de São Paulo, Corinthians e Internacional e não associá-los a um contexto de pura mediocridade. Ainda assim, o mais provável hoje é que os três estejam na competição sul-americana para a próxima temporada.

Premiar o oitavo colocado de um campeonato de 20 clubes com uma vaga no que deveria ser um torneio de elite expõe o absurdo esportivo da farra de vagas promovida pela Conmebol. Naturalmente, é melhor para os negócios ter o máximo possível de times de Brasil e Argentina, os dois maiores mercados. Ao mesmo tempo, banaliza o que antes já foi uma conquista.

A classificação do sétimo e do oitavo colocado para as fases preliminares é herdada de times que se classificaram por outras competições, ou seja, nem é um mérito próprio. Não acontece, por exemplo, na Champions League da Uefa, em que a única possibilidade de acesso para times que ficarem fora da zona de classificação em seus campeonatos é ganhar a própria Champions ou a Liga Europa.

A farta distribuição de vagas cria um efeito cascata e faz com que até o 14º colocado deste Brasileirão jogue a Copa Sul-Americana. Ou seja, apenas dois times que permanecerão na Série A para 2020 não estarão em competições internacionais.

A Libertadores deveria ser o destino de times que demonstraram algum nível de excelência.

Não é mais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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