Flamengo: Quando a derrota não é uma opção

Flamengo / Twitter

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O Flamengo perdia no placar. Perdia a batalha tática, perdia a lucidez, perdia as raras ocasiões que se apresentavam. Por 45 minutos, jogou como se perseguisse sombras, contra um adversário habituado a jogar finais com a naturalidade de quem escova os dentes.

O River Plate impunha dificuldades que o Flamengo de Jorge Jesus não encontrou em nenhum adversário doméstico desde que chegou. Enzo Pérez e Palacios mandavam no meio-campo e não davam saída ao Rubro-Negro.

No segundo tempo a chance se apresentou clara, mas no rebote de Éverton Ribeiro, Armani pareceu intuir o destino da bola para fazer a defesa improvável.

Até os 44 minutos do segundo tempo, era apenas uma derrota doída contra um adversário merecedor.

Mas para times especiais como este Flamengo de 2019, a derrota não é uma opção. Não é aceitável.

O toque de Gabigol na taça ao entrar em campo não era sinal de azar. Era apenas um “até breve”.

Durante a maior parte do tempo na final de Lima, o goleador rubro-negro parecia uma versão piorada de si mesmo.

Mas como todo herói predestinado, ele estava lá quando precisava. Quando o Flamengo aproveitou o erro de Lucas Pratto para puxar o ataque e Bruno Henrique atraiu quatro adversários, Gabigol sabia que o desfecho seria o mesmo de tantas ocasiões ao longo do ano.

A sensação de deixar escapar o que estava nas mãos mal permitiu que o River se recompusesse para a prorrogação.

No último encontro de um duelo difícil com Pinola, Gabigol levou a melhor e desferiu o golpe fatal nos sonhos argentinos.

O Flamengo campeão neste sábado pode até não ter sido o mais arrasador, o mais dominante, aquele que colocou o Brasileirão no bolso.

Foi o Flamengo que se recusou a perder.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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