Salve-se quem puder! Alguém pode?

Xandy Rodrigues/Futura Press/Estadão Conteúdo CE

Xandy Rodrigues/Futura Press/Estadão Conteúdo CE

Faltam apenas cinco rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, e o tempo para quem quer escapar do rebaixamento vai se esgotando. O Avaí já foi, Chapecoense e CSA logo vão. E quem vai acompanhá-los?

A pontuação sugere que a última “vaga” na Série B fique entre Ceará, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense. A julgar pelas atuações recentes do quarteto, os times que escaparem o farão mais pela incompetência dos que ficarem para trás do que pelos próprios méritos.

A julgar pelos elencos, a situação mais incompreensível é a do Cruzeiro, cujo investimento exigiria uma colocação confortável nas partes altas da tabela.

Para compreender, porém, basta olhar para o campo. O empate com o Avaí no Mineirão foi um show de horrores.

Para quem teve uma semana inteira de treinos para enfrentar um adversário já conformado com o rebaixamento, que apenas se concretizou, fica difícil encontrar justificativas plausíveis, pois mais que Abel Braga se esforce em tentar encontrá-las.

Era um de dois jogos de vitória obrigatória nesta reta final. O outro será contra o CSA, também em casa, daqui a duas rodadas. Mas quem é capaz de garantir algum resultado com este nível de atuação?

A invencibilidade de onze jogos, mas com oito empates, serve apenas para alimentar estatísticas. Se nesta mesma sequência o time perdesse cinco vezes, mas vencesse seis, teria mais pontos – e ainda contaria com mais vitórias no critério de desempate, que o desfavorecerá em qualquer cenário.

Botafogo e Fluminense têm tabelas, ao menos no papel, mais acessíveis na reta final. O Ceará parece ter o caminho mais difícil – e ainda faz um confronto direto com o Botafogo na última rodada, fora de casa.

Olhar apenas para a tabela, no entanto, pode ser perigoso. Nas últimas rodadas, times se desinteressam com facilidade quando seus objetivos já foram alcançados ou estão fora do alcance.

É preciso entender o que está mostrando o jogo, é preciso considerar as mudanças desesperadas (e às vezes desastradas) no comando, frequentes em times nesta situação.

Não custa lembrar: Rogério Ceni está salvando o Fortaleza.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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